segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Independência ou Morte

"Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se tem até morrido com alegria e felicidade.

Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam “Liberdade, Igualdade e Fraternidade!”. Nossos avós cantaram: “Ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo Brasil!”; nossos pais pediam: “Liberdade! Liberdade! – abre as asas sobre nós”, e nós recordamos todos os dias que “o sol da liberdade em raios fúlgidos – brilhou no céu da Pátria…” – em certo instante.

Somos, pois criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.

Ser livre – como diria o famoso conselheiro… – é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo que partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho… Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autônomo e de teleguiado – é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Supondo que seja isso.)

Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.

Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sono das crianças deseja ir. (Às vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso…).

Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!…) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento!…

Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.

E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos!…

São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE. Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.

Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos que falam de asas, de raios fúlgidos – linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel…”

Cecília Meireles
O conto narrado chama-se “Liberdade”
do livro de contos “Escolha o seu sonho”


A filosofia da liberdade esta baseada na propriedade de você mesmo! Esta simples, mas elegante e contundente animação explica exatamente o que isto significa.

Aquarela do Brasil


Composição: Ary Barroso

Brasil, meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Ô Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, Brasil, prá mim, prá mim...
Ô abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória a luz da lua
Toda canção do meu amor...
Quero ver essa Dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil!... Brasil! Prá mim ... Prá mim!
Brasil, terra boa e gostosa
Da moreninha sestrosa
De olhar indiferente
Ô Brasil, verde que dá
Para o mundo admirá
Ô Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil,...Brasil! prá mim!... prá mim
Esse coqueiro que dá coco
Oi onde eu amarro a minha rede
Nas noites claras de luar, Brasil... Brasil,
Ô oi estas fontes murmurantes
Oi onde eu mato a minha sede
E onde a lua vem brincar
Ôi, esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro,
Brasil!... Brasil!

domingo, 6 de setembro de 2009

Paixão pelo Brasil


“Minha música é natural,
como uma cachoeira”

Heitor Villa- Lobos
(1887- 1959)

O compositor brasileiro de maior expressão internacional levou tempo para ser reconhecido em seu país. Foi preciso que artistas como o célebre pianista Arthur Rubinstein avalizassem sua obra. As causas desta rejeição inicial explicam as razões de sua grandeza: Villa fundiu, em suas composições, a linguagem musical européia de vanguarda à genuína música brasileira.

Um dos compositores mais prolíficos da história da música (compôs mais de mil obras), ouvimos em cada compasso de sua escrita um Brasil que vibra e molda formas, ritmos e melodias. Os choros, que nutriram de música a juventude de Villa, o samba, as cantigas de roda, temas nordestinos, elementos africanos e indígenas, os sons da natureza, inúmeros brasis pulsam de tal maneira sob a gramática musical européia que acabam por sobrepujá-la.

Em cada período de sua vida, a simbiose perfeita do local e do europeu, ainda que com “falhas harmônicas e orquestrais” apontadas por diversos teóricos da música, forjaram um conjunto de obras-primas peculiares, em caráter e efetivo instrumental.

O conjunto mais representativo desta fusão é a homenagem de Villa ao mestre do contraponto em suas nove Bachianas. Elementos musicais de várias partes do Brasil, elaborados em fino contraponto, engendram composições divididas em movimentos, cada qual recebendo dupla denominação: uma européia e outra brasileira. Célebres são a Toccata das Bachianas n°2, também chamada de O Trenzinho do Caipira, e a ária (ou cantilena) das Bachianas n°5, destacando-se em um conjunto que merece ser conhecido na íntegra.

Choro n°5 Alma Brasileira

Saber Viver

Não sei...
se a vida é curta...
Não sei...
Não sei...
se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que
vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.

Cora Coralina

sábado, 5 de setembro de 2009

Moulin Rouge


Moulin Rouge (que em francês significa Moinho Vermelho) é um cabaret tradicional, construído no ano de 1889 por Josep Oller, que já era proprietário anteriormente do Paris Olympia. Situado na zona de Pigalle no Boulevard de Clichy, ao pé de Montmartre, em Paris, França. É famoso pela inclusão no terraço do seu edifício de um grande moinho vermelho. O Moulin Rouge é um símbolo emblemático da noite parisiense, e tem uma rica história ligada à boémia da cidade. Desde há mais de cem anos que o Moulin Rouge é lugar de "visita obrigatória" para muitos turistas. O Moulin Rouge continua a oferecer na atualidade uma grande variedade de espectáculos para todos aqueles que querem evocar o ambiente boémio da Belle Époque e que ainda está presente no interior da sala de espectáculos. Não obstante, o estilo e o nome do Moulin Rouge de Paris foram imitados por muitos clubes de variedades e salas de espectáculos em todo o mundo. A sala, as bailarinas e os seus frequentadores constituem um dos temas preferidos na obra do pintor Henri de Toulouse-Lautrec.

The Dance

Moulin Rouge- Musical


Sinopse:
O enredo do filme é essencialmente inspirado em três óperas/operetas: La bohème de Giacomo Puccini, La traviata de Giuseppe Verdi, e Orphée aux enfers de Jacques Offenbach (esta inspirada no mito grego antigo de Orfeu e Eurídice).
A história se passa em 1899 e gira em torno de um jovem poeta, Christian, que desafia a autoridade do pai ao se mudar para Montmartre, em Paris, considerado um lugar amoral, boêmio e onde todos são viciados em absinto. Lá, ele é acolhido por Toulouse-Lautrec e seus amigos, cujas vidas são centradas em Moulin Rouge, um salão de dança, um clube noturno e um bordel (mas cheio de glamour) de sexo, drogas, eletricidade e - o que é ainda mais chocante - de cancan. É então que Christian se apaixona pela mais bela cortesã do Moulin Rouge, Satine.

Elegância do Comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara:

A elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir.

E que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível essa elegância nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam.

E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca.

É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece.

É quem cumpre o que promete.

É elegante não ficar espaçoso demais, não mudar de estilo apenas para se adaptar ao de outra pessoa.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar essa delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social:

Educação faz bem.

Elegância também.

E as duas enferrujam por falta de uso!

Exercite a sua elegância!

Adaptação de texto extraído do Livro:
“Educação Enferruja por Falta de Uso”
do pintor francês,
Henri Toulouse Lautrec
(1864-1901).


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Monteiro Lobato


MONTEIRO LOBATO
1882-1948

Em Taubaté ele nasceu,
de José Bento e Olímpia era filho.
Em uma fazendo ele cresceu,
carinho brincadeiras e brilho.
Vai desenvolver muito amor,
vai o seu imaginário agigantar.
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Muito brincou com cada irmão,
e na brincadeira aprendia.
Bonecos de sabugos ou mamão,
e na sua cabeça só magia.
De sua mãe recebeu luz e amor,
lhe fez pela vida apaixonar.
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Sua mãe que lhe alfabetizou
e tem Professor lhe ensinando.
Desenvolveu e muito aproveitou,
o bom espírito se formando.
O desenvolvimento de valor,
de um cidadão pra transformar.
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

18 anos na Faculdade de Direito,
estudou e fez belo papel
E teve tão bom Proveito,
e se formou em notável Bacharel
De Jornais foi um fundador,
Belas Artes é que devia estudar
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Em Areias promotor nomeado,
e casa com Maria Pureza.
Vai escrevendo sossegado,
tem a sua Purezinha só beleza.
Aprendendo adquire destemor,
quer ver sua gente aprumar
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Foi Lobato quem Iniciou,
o movimento editorial Brasileiro.
No que escreveu denunciou,
de ser o nosso atraso traiçoeiro
Covardia verdadeiro estupor,
faziam a nossa pátria atrasar
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

A primeira editora nacional,
é Monteiro Lobato e Companhia.
Os livros vinham de Portugal,
foi ele que diminuiu a carestia.
Livreiro e Empreendedor,
fez de livros ao Brasil transbordar.
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Visitou Estados Unidos.
E sonhou o nosso desenvolvimento.
Ferro e petróleo queridos,
Pra nos dar todo o desenvolvimento.
temos o elemento propulsor,
só falta é todo mundo participar.
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Pregava como nossa redenção,
muito ferro e petróleo produzir.
A Industrias para a emancipação,
e para todo o povo insurgir.
Nos Estados Unidos pendor,
e tinha que o Brasil acompanhar
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Doente desgostoso e sentido,
continua os seus livros escrever.
Criticado preso e perseguido,
a partir daí ele vai empobrecer.
Havia um interesse traidor,
Petróleo e aço aqui não explorar.
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Diziam que petróleo não havia,
com interesse e negar oficial.
Corajoso com fé respondia,
ter petróleo o território nacional.
Tratado de bandido e terror,
e só queria ver o Brasil se elevar,
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Perseguido e aprisionado,
reafirmava que o petróleo havia
É junto com ele todo humilhado,
também a nossa soberania.
Gente sem nenhum amor,
que ganhavam no Brasil se afundar.
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Nunca perdeu a esperança,
e criou um Mundo Encantado
Lançou as Historias de criança,
com a Narizinho arrebitado.
Com Emília falava sem temor,
e Visconde sabedoria sem faltar.
Monteiro Lobato Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Azuir Filho


Obra de Louvor a Monteiro Lobato.
Escritor Brasileiro Genial, que escreveu t
ambém para as crianças. Toda a sua vida foi voltada para a formação das pessoas para atuarem e tirarem a sociedade do atraso em que se encontravam. Conhecer Monteiro Lobato não é em um comentário ou outro, e sim na sua vida toda em que atuou dinamicamente para formar o Brasil e coloca-lo entre os países de Povo Preparado, e Nação produzindo o bastante para o desfrute de todos. Não tinha a visão pelo Lucro Capitalista e sim, do Bem Comum, principalmente do povo de pé no chão. Conhecendo sua vida e obra, se vê que ninguém contribuiu mais do que ele, e inclusive o Brasil foi abençoado com o Petróleo do Pré-Sal. Foi muito perseguido e preso mas abriu horizontes, e historicamente venceu. Sua história é linda, desagradável para os inimigos, mas nos vislumbra as chances de um futuro melhor.

Monteiro Lobato
Escritor,
que ensinou nossa gente a sonhar.

Edu Lobo


Edu Lobo e Tom Jobim
foto: Ana Jobim


Eu Vos Saúdo


Edu Lobo, você é um compositor maravilhoso! Uma coisa louca! Ainda me lembro quando o teu pai Fernando me disse: "Tem um garoto lá em casa tocando um violão... "

Depois te conheci, magrelo, cerrando o buço, a face inocente, a boca jovem, tímido, violão na mão, espichando, crescendo rápido para se tornar o grande compositor, violonista, pianista, cantor, poeta, letrista, arranjador, orquestrador e maestro Eduardo de Goes Lobo. Predestinado e estudioso. Noturno, entra pela noite compondo e mais tarde, creio, será um madrugador jovial, an early bird.

Sua música, muito bem feita, tem cheiro de mato, às vezes de mar, como no Arrastão, cheiro de mar bem brasileiro. Pra dizer adeus, Upa neguinho, Ponteio, Marta Saré, Viola fora de moda, Reza, Canção do amanhecer, Canto triste, Vento bravo, são tantas e tão bonitas as canções, sambas, frevos, xaxados, baiões, achados, choros, valsas, modinhas.

Edu escreve música muito bem, a mão, a tinta. Este songbook foi todo escrito a mão, tarefa gigantesca!

Mais recentes são as parcerias com Francisco Buarque de Holanda, Chico Buarque, outro gênio da raça. Choro bandido, Valsa brasileira, Beatriz, lindíssimas!

Olhos de jabuticaba, saídos do mato. Juruva do mato virge, coati mundéu, onço velho da mata atlântica que, do mato, espia o mar. Pescador, nadador, ginástico, carioca nordestino, pernambucano, tanta coisa, sangue de índio, há mais de 60.000 anos no Brasil (segundo o grande sertanista Orlando Villas-Boas). Teu destino, traçado.

Eu vos saúdo em nome de Heitor Villa-Lobos, teu avô e meu pai.

Um Antonio Brasileiro

Tom Jobim

Rio, 12 de dez. 92

E o Rio de Janeiro...




A revista Forbes acaba de divulgar um ranking com as dez cidades mais felizes do mundo. E sabe de uma novidade? O Rio de Janeiro continua lindo, ou melhor, rindo! A cidade brasileira conquistou o primeiro lugar da lista.

Segundo o site da revista, desde que Fred Astaire e Ginger Rogers apareceram no filme Voando para o Rio, em 1933, o mundo ficou encantado com a cidade. Por incrível que pareça, a imagem carioca ainda é atrelada aos jovens dançando pela noite, as montanhas e o mar.

E o Rio de Janeiro continua sorrindo...


O ranking foi feito pelo instituto de pesquisa de mercado GfK Custom Research North America e pelo consultor Simon Anholt, que reuniram as respostas de 10 mil pessoas em mais de 20 países. Confira a lista completa:
  1. Rio de Janeiro- Brasil
  2. Sydney- Austrália
  3. Barcelona- Espanha
  4. Amsterdã- Holanda do Norte
  5. Melbourne- Austrália
  6. Madri- Espanha
  7. San Franscisco- Estados Unidos da América
  8. Roma- Itália
  9. Paris- França
  10. Buenos Aires- Argentina
por Mirella Fonzar, redação ONNE
  • obs: as fotos são minhas (Carlucha)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Jardim Vertical





Eu nasci e cresci rodeada de muito verde! Mesmo agora, morando em apartamento em uma cidade grande, não abro mão de possuir e usufruir dessa bênção que é a natureza! Como o espaço é pequeno, tem que ter criatividade e bom senso, para que o ambiente seja prazeroso e as plantas estejam bem acomodadas e adaptadas , e assim desabrochem em todo o seu esplendor e magnificência!

Semana do Pescado


Tarzan

As Aventuras de Tarzan
1921

Tarzan é um personagem de ficção criado pelo escritor estadunidense Edgar Rice Burroughs no romance Tarzan of the Apes, de 1912. O personagem apareceu em mais vinte e quatro livros e em diversos contos avulsos, além de filmes , desenhos animados e histórias em quadrinhos.

Tarzan é filho de ingleses, porém foi criado por macacos "mangani" na África, depois da morte de seus pais. Seu verdadeiro nome é John Clayton III, Lorde Greystoke. Tarzan é o nome dado a ele pelos macacos e significa "Pele Branca". É uma adaptação moderna da tradição mitológica- literária de heróis criados por animais. Uma destas histórias é a de Rômulo e Remo, que foram criados por lobos e posteriormente fundaram Roma.

Weissmuller (1932) é o responsável por emitir, pela primeira vez, o famoso grito de vitória de Tarzan. Esse grito, que seria reproduzido por todos os Tarzans subsequentes, não passa de uma hábil mixagem dos sons de um barítono, uma soprano e de cães treinados.

Em Paris, uma exposição promove concurso de imitação do grito do Tarzan. Quem imitar melhor o grito do personagem ganha uma viagem à África. A exposição em cartaz no Museu de Paris, tem arte indígena e cultura de civilizações de várias partes do mundo.

Alguém se habilita?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Nanopoema

Em cima do disquinho de cobre está um fio de carbono, em cima do fio de carbono estão milhares de nanofios. Em um desses nanofios está um nanopoema. Em um lugar invisível e infinito, numa outra dimensão onde os elétrons encontram a poesia.

“Para escrever o nanopoema, demorou mais ou menos 5 horas depois que achei o nanofio até terminar todo o procedimento”, conta Luis, doutorando em física, pela Unicamp, pesquisador de nanofios, escreveu o nanopoema com um feixe de elétrons, em um fio mil vezes mais fino do que um fio de cabelo, a pedido do poeta e músico Juli Manzi. A experiência foi realizada no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS)

"Quando nós averiguamos as possibilidades de realização dessa transcriação e vimos ali a nanotecnologia como um bem plausível de realização, imediatamente eu lembrei desse poema do Arnaldo Antunes "Infinitozinho". Em um primeiro momento me chamou a atenção o quanto o resultado plástico da obra era rudimentar. O primeiro impacto que eu tive quando vi foi esse: "vida não é fácil escrever com nanotecnologia, realmente", diz o poeta e músico Juli Manzi.

Nesse minúsculo infinito vamos buscando um jeito, ainda rudimentar, de conservar por escrito nossos melhores pensamentos. Para que lá dentro, na imensidão do espaço, não desapareçam nossas palavras.

Bom Dia Brasil- Globo

Clave de Sol


pardais nos fios

compõem canções

de alta-tensão

Tuca

Esperança em Pétalas

Jacatirão

Crônica
Luiz Carlos Amorim

Andei viajando de novo pelo norte e nordeste de Santa Catarina: passei por Joinville, Jaraguá, Corupá, São Francisco, Guaramirim, Araquari. Gosto de fazer isso nesta época, pois os jacatirões nativos começam a florescer no fim de outubro e vão até fevereiro manchando o verde com ilhas de vermelho, enchendo os olhos da gente, colorindo a alma de todos nós.

No entanto, ao mesmo tempo que meus olhos transbordavam de luz e da alegria das cores do jacatirão esparramadas pela beirada da estrada, nos morros e nas encostas, meu coração murchava de tristeza por perceber, aqui e acolá, trechos de mata queimados, áreas de morros desmatadas e desbastadas, pedaços de mata nativa colocados abaixo sem dó nem piedade.

Sei que há uma lei que protege a mata nativa, mas parece que só funciona se houver madeira de lei envolvida. E também só funciona para alguns.

E as árvores que explodem alegria nas nossas primaveras e nos nossos verões vão diminuindo a olhos vistos, a cada ano, e a minha tristeza vai aumentando na mesma proporção. Não consigo entender como o ser humano pode destruir uma fonte de beleza que pode trazer um pouco de alegria aos nossos olhos cansados por um mundo que estamos tornando cada vez mais feio, coisa que alguns não querem ver. Somos realmente seres infelizes, se não conseguimos enxergar uma luz de esperança, se não conseguimos preservar em nada a natureza para garantir aos nossos filhos um futuro menos tenebroso.

Estarei sendo pessimista? A mídia vem mostrando, alertando para a destruição da natureza, para o fim da água que significa vida. Então deveríamos começar pelo pouco que pudermos fazer, ajudando a preservar o verde, não desmatando, não poluindo, não contaminando a água, não envenenando o ar. Senão, como não esperar que tragédias como a do final de 2008 aconteçam? Ou vamos nos iludir colocando a culpa na chuva?
Já pedi isso antes, mas repito: não cortem, não queimem, não destruam os pés de jacatirão. Eles representam um sorriso e a luz dos nossos olhos num futuro que pode não existir, se não tivermos consciência hoje.

Quem não conhece a árvore do jacatirão, quem nunca lhe prestou atenção, não deixe de olhar para os lados quando passar pela BR 101 de Itajaí até Curitiba, ou vice-versa e por várias rodovias do nosso estado.

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