quarta-feira, 28 de outubro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Escolhas...
ou se tem sol e não se tem chuva!
ou se põe o anel e não se calça a luva!
quem fica no chão não sobe nos ares.
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
e vivo escolhendo o dia inteiro!
se saio correndo ou fico tranqüilo.
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
“Home - Nosso Planeta, Nossa Casa”
Ao longo de uma seqüência única através de 54 países, toda filmada dos céus, Yann Arthus-Bertrand divide conosco sua admiração e preocupação com o filme “Home - Nosso Planeta, Nossa Casa” e finca a pedra fundamental para mostrar que, juntos, precisamos reconstruí-lo.
Mais do que um filme, “Home - Nosso Planeta, Nossa Casa” é um grande evento internacional: pela primeira vez um filme foi exibido no mesmo dia: 5 de Junho de 2009, em 181 países e por 81 canais de TV. O Dia Mundial do Meio Ambiente foi escolhido como a data mais simbólica para essa exibição simultânea, em grande parte gratuitamente, em vários formatos, como cinema, televisão, DVD e internet (on-line pelo http://www.youtube.com/homeproject). O objetivo do diretor Yann Arthus-Bertrand, dos distribuidores Luc Besson e Denis Carot, e o de François-Henri Pinault, presidente da PPR, principal patrocinadora do filme, é atingir a maior audiência possível e convencer a todos das nossas responsabilidades individuais e coletivas com relação ao Planeta.
Qual é a mensagem central do filme?
O filme é um verdadeiro manifesto. O nosso impacto sobre a Terra é muito mais forte do que ela pode suportar. Nós consumimos em excesso e estamos extinguindo os recursos da Terra. Desde o céu, podemos ver claramente os lugares onde a Terra foi ferida. Assim, “Home - Nosso Planeta, Nossa Casa” explica simplesmente os problemas atuais, sempre afirmando que existe uma solução. O subtítulo do filme poderia ser “É tarde demais para ser pessimista”. Nós chegamos a uma encruzilhada. Decisões importantes devem ser tomadas para mudar o mundo. Todos sabem sobre o que tratamos no filme, mas ninguém quer realmente acreditar nisso. Assim “Home - Nosso Planeta, Nossa Casa” é então um tijolo a mais no edifício construído pelas organizações ambientais, de retorno ao bom senso para mudar o nosso modo de consumir e de viver.
Refugiados Ambientais
Por Lester Brown*
A expansão do deserto na África subsaariana, principalmente nos países do Sahel, causa o deslocamento de milhões de pessoas, obrigando-as a seguirem para o sul ou emigrarem para a África do norte. Já em 2006, uma conferência da Organização das Nações Unidas sobre desertificação realizada em Túnis estimou que para 2020 até 60 milhões de pessoas poderão emigrar da África subsaariana para a África setentrional e a Europa. Este fluxo está em curso há muitos anos.
Em meados de outubro de 2003, as autoridades da Itália descobriram um barco que se dirigia a esse país transportando refugiados procedentes da África. A embarcação esteve à deriva mais de duas semanas, ficou sem combustível, alimentos e água. Muitos dos passageiros morreram. No começo, os cadáveres foram jogados na água. Mas, após algum tempo, os sobreviventes ficaram sem forças para levantar os corpos. Deste modo, vivos e mortos compartilharam o bote. Um socorrista descreveu o que viu como “uma cena do inferno de Dante” Alighieri.
Acredita-se que os refugiados eram somalianos embarcados na Líbia. Mas os sobreviventes não revelaram seu país de origem para não serem enviados de volta. Ignora-se se eram refugiados políticos, econômicos ou ambientais. Estados falidos como a Somália expulsão sua população por causa desses três fatores. Ali há um desastre ecológico, com excesso de população, excesso de pastoreio e, como consequência, uma desertificação que destrói sua economia pastoril. Talvez o maior fluxo de emigrantes somalianos se dirija para o Iêmen, outro Estado falido. Estima-se que em2008 foram 50 mil os migrantes e solicitantes de asilo que chegaram a esse país, 70% mais do que em 2007.
E durante os primeiros três meses de 2009, o fluxo migratório foi até 30% superior ao de igual período do ano passado. Estes números simplesmente se somam às pressões já insustentáveis sobre a terra e os recursos hídricos do Iêmen, acelerando seu declive. No dia 30 de abril de 2006, um homem que pescava nas águas de Barbados descobriu um bote à deriva com os cadáveres de 11 homens jovens “Praticamente mumificados” pelo sol e pelo sal do oceano Atlântico.
Ao aproximar-se o fim, um passageiro deixou um bilhete entre os corpos: “Gostaria de enviar dinheiro para minha família em Basada (Senegal). Por favor, me perdoem e adeus”. Aparentemente, seu autor integrava um grupo de 52 pessoas que partiram desse país africano às vésperas do Natal em um bote com destino às ilhas Canárias, ponto usado como trampolim para a Europa. Devem ter viajado cerca de 3.200 quilômetros. A travessia terminou no mar do Caribe. Este barco não foi o único, durante o primeiro fim de semana de setembro de 2006, a polícia interceptou botes da Mauritânia com quase 1.200 pessoas a bordo.
Para muitos moradores de países da América Central, incluídos Honduras, Guatemala, Nicarágua e El Salvador, o México costuma ser a porta de entrada para os Estados Unidos. Em 2008, as autoridades mexicanas de imigração registraram 39 mil detenções e 89 mil deportações. Na cidade de Tapachula, na fronteira entre Guatemala e México, homens jovens em busca de trabalho esperam ao longo das vias férreas um lento trem de carga que atravessa a cidade em sua rota para o norte. Alguns conseguem subir, outros não.
O abrigo Jesús, o Bom Pastor abriga 25 amputados que perderam o equilíbrio e caíram sob um trem quando tentavam abordá-lo. Para esses jovens, “este é o fim de seu sonho americano”, disse a diretora do abrigo, Olga Sánchez Martinez. Outra voluntária dessa instituição, Flor Maria Rigoni, qualificou os emigrantes que tentam subir nos três de “kamikazes da pobreza”. Hoje é comum encontrar cadáveres nos litorais de Itália, Espanha e Turquia. São cadáveres de migrantes desesperados.
A cada dia, muitos mexicanos arriscam a vida no deserto do Arizona, tentando conseguir trabalho nos Estados Unidos. Em média, cerca de cem mil, ou mais, abandonam anualmente suas áreas rurais, onde aram terras muito pequenas ou muito afetadas pela erosão para que possam obter seu sustento. Dirigem-se a cidades mexicanas ou tentam cruzar ilegalmente a fronteira para os Estados Unidos. Muitos dos que tentam atravessar o deserto do Arizona morrem sob o sol abrasador. Desde 2001, a cada ano são encontrados, em média, 200 cadáveres ao longo da fronteira do Estado do Arizona.
Com a vasta maioria dos 2,4 bilhões de pessoas que se somarão ao mundo até 2050 nascendo em países onde os lençóis freáticos já estão diminuindo, é provável que os refugiados hídricos se tornem um fenômeno comum. Serão encontrados mais comumente em regiões áridas e semi-áridas, cuja população esgota o fornecimento de água e afunda na pobreza hidrológica. As aldeias do noroeste da Índia são abandonadas na medida em que esses lençóis de água se esgotam e a população já não tem como se abastecer. Milhões de moradores do norte e do ocidente da China e de certas áreas do México podem ter de se deslocar devido à falta desse líquido.
O avanço dos desertos encurrala as populações em expansão em uma área geográfica menor do que nunca. Nos anos 30, as tempestades de areia deslocaram três milhões de pessoas nos Estados Unidos. Agora, o deserto que avança nas províncias chinesas afetadas por um fenômeno semelhante pode expulsar dezenas de milhões. A África também sofre este problema. O deserto do Saara empurra as populações de Marrocos, Túnis e Argélia para o norte, em direção ao mar Mediterrâneo. Em um esforço desesperado para adaptar a agricultura à seca e à desertificação, o Marrocos reestrutura o setor com base em estudos geográficos, substituindo os cultivos de cereais por vinhas e hortas que usam menos água.
No Irã, as aldeias despovoadas por culpa do avanço dos desertos ou pela falta de água já são milhares. Nas proximidades de Damavand, pequeno povoado a uma hora de carro de Teerã, 88 aldeias foram abandonadas. E na medida em que o deserto se apodera do território da Nigéria, os produtores agropecuários se veem obrigados a se mudar, apertados em uma área cada vez menor de terra produtiva. Os refugiados devido à desertificação costumam acabar em cidades, e muitos em assentamentos ilegais. Outros emigram.
Na América Latina, os desertos se expandem e obrigam as pessoas a se instalar no Brasil e no México. O fenômeno no Brasil afeta 66 milhões de hectares de terras, em boa parte concentradas no noroeste do país. No México, com uma cota muito maior de terras áridas e semi-áridas, a degradação da terra agrícola agora se estende a 59 milhões de hectares. A expansão do deserto e a escassez de água causam o deslocamento de milhões de pessoas, mas a elevação dos mares promete expulsar muitas mais no futuro, devido à concentração da população mundial em cidades costeiras e em deltas de rios onde se cultiva arroz.
Os números podem chegar a centenas de milhões, oferecendo outra poderosa razão para estabilizar tanto o clima quanto a população. No final, a dúvida que desperta a elevação do nível do mar é se os governos são suficientemente fortes para suportar a pressão política e econômica de reassentar contingentes de população na medida em que os países sofrem fortes perdas de casas e fábricas no litoral. A opção parece simples: reverter estes problemas ou deixar-se superar por eles. IPS/Envolverde
* Lester R. Brown é fundador do Earth Policy Institute. Este artigo é uma adaptação do Capitulo 2 de seu livro “Plan B 4.0: Mobilizing to save civilization” (Plano B 4.0: Mobilizando-se para salvar a civilização), Nova York: W.W. Norton & Company 2009, desnível no site www.earthpolicy.org/index.php?/books/pb.
(Envolverde/IPS)
domingo, 25 de outubro de 2009
Medo da Libertação
Paysage aux Oiseaux Jaunes
(Klee, 1923)
Clandestina Felicidade
Curta- Metragem
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Dias Melhores

Jota Quest
Vivemos esperando
Dias melhores
Dias de paz, dias a mais
Dias que não deixaremos para trás
Vivemos esperando
O dia em que seremos melhores
Melhores no amor, melhores na dor
Melhores em tudo
Vivemos esperando
O dia em que seremos para sempre
Vivemos esperando
Dias melhores para sempre
Dias melhores para sempre
Haiti
Caetano Veloso/ Gilberto Gil
Quando você for convidado pra subir no adro da
Fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos
E outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro possam
estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque com a pureza de
meninos uniformizados
De escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada
Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém
Ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do Pelô
E se você não for
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico
Mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo
Qualquer qualquer
Plano de educação
Que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua
sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina
111 presos indefesos
Mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos
Ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres
E todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti
Campanha TicTacTicTac mobilizará milhares de brasileiros no dia 24 de outubro
Mais de 4000 manifestações em todo o mundo pretendem chamar a atenção dos líderes globais para adotar medidas efetivas no combate às mudanças climáticas.
A campanha mundial TckTckTck, que no Brasil tem o nome de TicTacTicTac, já tem dezenas de ações cadastradas para o dia 24 de outubro. Veja algumas delas e clique aqui para procurar alguma perto de você:
* no Parque Trianon, na Avenida Paulista, em São Paulo, haverá um evento com música, poesia e debates das 10h às 15h
* em Florianópolis, serão distribuídas 350 mudas de plantas durante a 8ª Sepex — Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Santa Catarina. Às 14 horas, em frente à Concha Acústica, começa a concentração para o passeio ciclístico que sairá às 15 horas
* em Copacabana, no Rio de Janeiro, ao lado do relógio TicTac (em frente ao Copacabana Palace), haverá uma caminhada pela praia para recolher assinaturas à Campanha TicTacTicTac a partir das 9h30
* em Santa Cruz da Cabrália, na Bahia, a partir das 12h30, haverá atividades de educação ambiental com a doação de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica
* em Vila Velha, no Espírito Santo, na Praia da Costa, acontecerá uma manifestação para recolher assinaturas para a Campanha TicTacTicTac, das 10h às 13h
* em Sobral, no Ceará, haverá uma mobilização no Mercado Central
* no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, haverá uma ação da campanha antes do jogo entre o Atlético Mineiro e o Vitória
Para participar, basta escolher algum evento artístico, esportivo, religioso ou cultural, no dia 24 de outubro, e disseminar o abaixo-assinado da campanha entre o público presente. Quem preferir, pode organizar o próprio evento na sua comunidade, como passeios de bicicleta, concertos, caminhadas ou plantação de árvores.
As assinaturas colhidas em todo o mundo pela campanha TckTckTck serão apresentadas, entre outras ações, aos líderes mundiais que vão se reunir em Copenhague, em dezembro, na COP 15 (a Conferência das Partes entre os países membros da Convenção do Clima da ONU). O objetivo é fazer com que os acordos negociados na COP 15 efetivamente contribuam para combater o aquecimento global e as conseqüentes mudanças climáticas.
As manifestações do dia 24 de outubro estão sendo cadastradas pela ONG 350, uma das parceiras da campanha TckTckTck. Ao final do dia, registros das manifestações, como vídeos e fotos, serão divulgadas pelo site. Para se juntar ao movimento, registre do evento que você pretende organizar, clicando aqui. No site, você também pode ver os nove passos básicos para organizar sua manifestação no dia 24 e onde acontecerão as ações em todo o mundo.
O nome da ONG — 350 — significa um número importante no combate às mudanças climáticas. De acordo com estudos publicados por pesquisadores como James Hansen, da NASA, essa é a concentração (em partes por milhão, ou ppm) de carbono na atmosfera que deveria ser mantida para que a temperatura no planeta não subisse demais, a ponto de provocar mudanças climáticas que ameaçam a vida humana e a natureza. Atualmente, a concentração é de 387 ppm — ou seja, já estamos correndo contra o tempo para diminuir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.
(Envolverde/Instituto Akatu)
terça-feira, 20 de outubro de 2009
The Planets

Inglaterra (1874-1934)
Lembrado principalmente como compositor de Os Planetas, Gustav Holst foi um artista bastante eclético. Abordou todas as composições de um ângulo novo, inspirando-se em fontes tão diversas quanto a astrologia, canção folclórica inglesa, poesia sânscrita, melodias argelinas e a poesia de Thomas Hardy. Foi também um habilidoso professor, capaz de inspirar adultos e crianças.
Antes um retrato dos traços humanos personificados pelos planetas que dos corpos celestes, essa suíte orquestral inspirada na astrologia sempre gozou de grande popularidade.
Marte:
É o mensageiro da guerra, música marcial num implacável compasso 5/4;
Vênus:
Mensageira da paz, constrasta pela placidez e pelo andamento lento;
Mercúrio:
Mensageiro alado, ressalta a flauta e a celesta no clima de um scherzo;
Júpiter:
O mensageiro da alegria, é pura dança, com um belo tema central que se transformou em um hino patriótico inglês. ( I vow to thee, my country)
Saturno:
Mensageiro da velhice, começa sombrio, segue com uma marcha nos metais e retorna à serenidade no final;
Urano:
O mágico, é, na verdade, um segundo scherzo com uma desengoçada melodia no fagote;
Netuno:
O místico, ao atingir o limiar do sistema solar e da psique humana (Plutão ainda não havia sido descoberto), Holst permite que harmonias misteriosas e um coro de vozes femininas sem palavras em off morram no vazio.
Glossário:
Piano: suave, em italiano, o termo é usado para dinâmicas fracas (seu oposto é o forte)
Scherzo: do italiano, brincadeira. Gênero de música instrumental de caratér vivo e alegre, que em seus primórdios (início do século 19) substitui o minueto em sinfonias, sonatas e quartetos. Posteriormente se tornou um gênero independente.
Suíte: obra em vários movimentos (de hábito instrumental).
Sergio Roberto de Oliveira
Nascido em 1970, no Rio de Janeiro, Sergio Roberto de Oliveira vem atuando tanto na música erudita como na popular, como compositor, arranjador, produtor e instrumentista. Formado em composição pela Uni-Rio, estudou com compositores como César Guerra-Peixe, Dawid Korenchendler, Vânia Dantas Leite, Tato Taborda, entre outros. Tem recebido diversas encomendas de músicos brasileiros e do exterior, como Laura Rónai, Nicolas Souza Barros, Trio Syrinx, Tom Moore, Tracy Richardson, etc. Mais recentemente, recebeu encomenda da violinista americana Lisa Brooke, para um projeto envolvendo a Handel and Haydn Society, em Boston (EUA). A estréia dessa obra, para violino e flauta, ocorreu em maio de 2003, com a presença do compositor apresentando comentários sobre a obra, e foi aplaudida entusiasmadamente de pé por toda a platéia.
É um dos membros e criadores do grupo de compositores Prelúdio 21. Além dos concertos do grupo, sua obra tem sido apresentada em concertos importantes no Brasil e no exterior, como na Bienal de Música Contemporânea, no Panorama da Música Brasileira Atual e no The Composers´ Ensemble at Princeton, onde tem tido suas obras executadas por 3 anos consecutivos. Sua obra "Suíte para Cordas"(1995) foi premiada no II Concurso Nacional de Composição Cidade do Rio de Janeiro, promovido pela Rio-Arte, e sua obra "Circus Brasilis" (1999) foi gravada num CD ao lado de obras de compositores da Princeton University.
O violonista Armildo Uzeda executa o Baião, da Suíte Imaginária do compositor Sérgio Roberto de Oliveira.
Apresentação do Trio para flautas No. 1 no lançamento do CD "Sem Espera", com obras para flauta de Sergio Roberto de Oliveira, no Teatro B do Theatro Municipal do Rio de Janeiro no dia 11 de novembro de 2006. Intérpretes: Trio Rónai - Maria Carolina Cavalcanti (ao centro), Rudi Garrido (à direita) e Ana Paula Cruz (à esquerda).
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O Bicho
Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa;
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
Manuel Bandeira
Rio, 27 de dezembro de 1947
Jardim Suspenso da Babilônia

O último projeto do fotógrafo e artista plástico Felipe Morozini, o curta Jardim Suspenso da Babilônia, que pede por uma São Paulo mais verde acaba de ser anunciado como finalista no Babelgum, festival de cinema via internet. O curta levanta questões pertinentes a grande metrópole, como por exemplo, a falta de áreas verdes e o excesso de obras em concreto, como é o caso do Elevado Costa e Silva, mais conhecido como Minhocão, principal via de ligação entre as zonas leste e oeste.
Jardim Suspenso da Babilônia mostra a intervenção de 28 pessoas, que em uma manhã de domingo transformaram o asfalto em tela e substituíram a tinta por cal, dando origem a desenhos de diferentes tipos de flores.
“O principal objetivo era fazer a cidade acordar mais bonita”, revela Felipe Morozini.

A intervenção artística, que também propõe a necessidade urgente de reurbanização da cidade, representa milhares de paulistanos que, assim como Felipe querem transformar São Paulo em um local mais agradável para se morar.
As fotos são de Debby Gran, André Porto, Marcos Cimardi, Leandro Pugni, a direção do curta é de Jeorge Simas e a concepção de Felipe Morozini.
O Meu Olhar é Nítido Como um Girassol

O meu olhar é nítido como um girassol,
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e a esquerda
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei Ter o pasmo essencial que tem uma criança
Se ao nascer, reparasse que nasceras deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo
Creio no mundo como um malmequer
Porque o vejo, mas não penso nele
Porque pensar é não compreender
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na natureza não é porque a amo,
amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama.
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência
E a única inocência é não pensar.
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
Arquivo do blog
- Maio (2)
- Março (6)
- Fevereiro (2)
- Janeiro (2)
- Dezembro (8)
- Novembro (5)
- Outubro (17)
- Setembro (7)
- Agosto (6)
- Julho (1)
- Junho (7)
- Maio (5)
- Abril (7)
- Março (5)
- Fevereiro (7)
- Janeiro (9)
- Julho (2)
- Junho (16)
- Maio (15)
- Abril (16)
- Março (14)
- Dezembro (36)
- Novembro (42)
- Outubro (78)
- Setembro (85)
- Agosto (42)
- Julho (53)
- Junho (21)
- Maio (21)

















