quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Vida Ensina...


Se você pensa que sabe; que a vida lhe mostre o quanto não sabe.
Se você é muito simpático mas leva meia hora para concluir seu pensamento; que a vida lhe ensine que explica melhor o seu problema, aquele que começa pelo fim.
Se você faz exames demais; que a vida lhe ensine que doença é como esposa ciumenta: se procurar demais, acaba achando.
Se você pensa que os outros é que sempre são isso ou aquilo; que a vida lhe ensine a olhar mais para você mesmo.
Se você pensa que viver é horizontal, unitário, definido, monobloco; que a vida lhe ensine a aceitar o conflito como condição lúdica da existência.
Tanto mais lúdica quanto mais complexa.
Tanto mais complexa quanto mais consciente.
Tanto mais consciente quanto mais difícil.
Tanto mais difícil quanto mais grandiosa.
Se você pensa que disponibilidade com paz não é felicidade; que a vida lhe ensine a aproveitar os raros momentos em que ela (a paz) surge.
Que a vida ensine a cada menino a seguir o cristal que leva dentro, sua bússola existencial não revelada, sua percepção não verbalizável das coisas, sua capacidade de prosseguir com o que lhe é peculiar e próprio, por mais que pareçam úteis e eficazes as coisas que a ele, no fundo, não soam como tais, embora façam aparente sentido e se apresentem tão sedutoras quanto enganosas.
Que a vida nos ensine, a todos, a nunca dizer as verdades na hora da raiva.
Que desta aproveitemos apenas a forma direta e lúcida pela qual as verdades se nos revelam por seu intermédio; mas para dizê-las depois.
Que a vida ensine que tão ou mais difícil do que ter razão, é saber tê-la.
Que aquele garoto que não come, coma.
Que aquele que mata, não mate.
Que aquela timidez do pobre passe.
Que a moça esforçada se forme.
Que o jovem jovie
Que o velho velhe.
Que a moça moce.
Que a luz luza.
Que a paz paze.
Que o som soe.
Que a mãe manhe.
Que o pai paie.
Que o sol sole.
Que o filho filhe.
Que a árvore arvore.
Que o ninho aninhe.
Que o mar mare.
Que a cor core.
Que o abraço abrace.
Que o perdão perdoe.
Que tudo vire verbo e verbe.
Verde. Como a esperança.
Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo.
A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos.

Arthur da Távola

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Choro N°1- Heitor Villa-Lobos

Choro N° 1, composto em 1920 pelo brasileiro Heitor Villa-Lobos, para violão solo, aqui executado pelo exímio violonista brasileiro Turibio Soares Santos.

Philip Glass

Compositor norte-americano (31/1/1937-). Um dos criadores da corrente musical chamada minimalismo, caracterizada pela repetição de elementos musicais mínimos. Seu trabalho é influenciado pela música oriental, pelo serialismo e pelo aleatorismo.
Philip Glass Nascido em Baltimore, estuda flauta quando garoto e aos 15 se matricula na Universidade de Chicago, onde estuda matemática e filosofia, e se forma em 1956. Seu interesse em música atonal o leva a estudar composição na Juilliard School, 1962, em Nova York. Vai para Paris e torna-se aluno da compositora Nadia Boulanger, o que considera uma experiência crucial na moldagem de sua técnica. Também em Paris, entra em contato com o músico indiano Ravi Shankar. Fascinado pela música do país, viaja para a Índia e percorre também o norte da África, dedicando-se a pesquisas.

Retornando aos EUA, no final dos anos 60, renega sua produção anterior e começa uma série de trabalhos experimentais. Como resultado, escreve as óperas Einstein na Praia Satyagraha (1980), retrato operístico de eventos acontecidos na vida de Mohandas Gandhi, entre outras. (1976), encenada pelo diretor teatral Bob Wilson. Em 1986, rendendo-se à música pop, lança o disco Songs from Liquid Day, com músicas suas e letras de Paul Simon, David Byrne, Laurie Anderson e Susanne Vega. Visita constantemente o Brasil. Mantém intensa colaboração com diretores de teatro, coreógrafos e cineastas. 

Entre suas obras, duas revelam sua ligação artística  com o Brasil:
- Ópera Itaipu com texto em guarani e referências a usina de mesmo nome.
-"Days and Nigths in Rocinha" escrita após uma visita à favela carioca.
 *Infelizmente, não achei nenhum vídeo dessas duas obras!





Vinte anos depois da queda do Muro de Berlim: Além do fundamentalismo do mercado


Por Eric Hobsbawm* 


Londres, novembro/2009 – O breve século XX foi uma era de guerras religiosas entre ideologias seculares. Por razões mais históricas do que lógicas, o século passado foi dominado pela oposição entre dois tipos de economia mutuamente excludentes: o “socialismo”, identificado com as economias planejadas centralmente do tipo soviético, e o “capitalismo”, que cobriu todo o resto.

Esta aparente oposição fundamental, entre um sistema que tentou eliminar a busca pelo lucro da empresa privada e outro que procurou eliminar toda restrição do setor público sobre o mercado, nunca foi realista. Todas as economias modernas devem combinar o público e o privado de variadas maneiras e de fato o fazem. As duas tentativas de cumprir a qualquer custo com a lógica dessas definições de “capitalismo” e “socialismo” fracassaram. As economias de planejamento comandadas pelo Estado do tipo soviético não sobreviveram aos anos 80, e o “fundamentalismo do mercado” anglo-norte-americano, então em seu apogeu, se fez em pedaços em 2008.

O século XXI terá de reconsiderar seus problemas em termos mais realistas. De que maneira o fracasso afetou os países anteriormente comprometidos com o “modelo socialista”? Sob o socialismo, eles não foram capazes de reformar seus sistemas de economia planificada, embora seus técnicos tivessem plena consciência de seus defeitos fundamentais, que eram internacionalmente não competitivos e continuavam sendo viáveis apenas na medida em que estivessem isolados do resto da economia mundial.

O isolamento não pôde ser mantido, e quando o socialismo foi abandonado, já o fora pelo colapso dos regimes políticos, como ocorreu na Europa, ou pelo próprio regime, como sucedeu na China e no Vietnã, esses Estados mergulharam de cabeça no que para muitos parecia a única alternativa à disposição: o capitalismo em sua então dominante forma extrema do livre mercado.

Os resultados imediatos na Europa foram catastróficos. Os países da ex-União Soviética ainda não superaram seus efeitos. Felizmente para a China, seu modelo capitalista não se inspirou no neoliberalismo anglo-norte-americano, mas no muito mais dirigista dos “tigres” do Leste asiático. A China lançou seu “grande salto adiante” econômico com escassa preocupação por suas implicações sociais e humanas.

Este período agora está chegando ao fim, tal como ocorre com o domínio do liberalismo econômico anglo-norte-americano, embora ainda não saibamos quais mudanças trará a atual crise econômica mundial depois de superados os efeitos da sacudida dos últimos dois anos. Somente uma coisa é clara, há um importante deslocamento das velhas economias do Atlântico Norte para o Sul e, sobretudo, para a Ásia do Leste.

Nesta situação, os ex-Estados socialistas (incluindo aqueles ainda governados por partidos comunistas) enfrentam problemas e perspectivas muito diferentes. A Rússia, tendo se refeito até certo ponto da catástrofe da década de 90, ficou reduzida a ser forte, mas vulnerável, exportadora de matérias-primas e energia, e até agora não foi capaz de reconstruir uma base econômica mais balanceada.

A reação contra os excessos da era neoliberal levou a certo retorno para uma forma de capitalismo de Estado com uma reversão a aspectos da herança soviética. É evidente que a simples “imitação do Ocidente” deixou de ser uma opção. Isto é ainda mais óbvio na China, que desenvolveu seu capitalismo pós-comunista com considerável êxito. Tanto é assim que futuros historiadores poderão muito bem ver a China como a verdadeira salvadora da economia do mundo capitalista na atual crise.

Em resumo, já não é possível crer em uma única forma global de capitalismo ou de pós-capitalismo. Porém, modelar a economia futura talvez seja o assunto menos importante de nossas preocupações. A diferença crucial entre os sistemas econômicos está não em suas estruturas, mas em suas prioridades sociais e morais. A este respeito vejo dois problemas:

O primeiro é que o fim do comunismo significou o súbito fim de valores, hábitos e práticas sociais com os quais várias gerações viveram, não apenas dos regimes comunistas, mas também os do passado pré-comunista e que foram amplamente preservados sob tais regimes. Exceto para os nascidos depois de 1989, se mantém em todos um sentimento de alteração e desorientação social, mesmo com os apuros econômicos já não predominando na população pós-comunista. Inevitavelmente, passarão várias décadas antes de as sociedades pós-comunistas encontrarem um modo de viver estável na nova era, e de poderem ser erradicadas algumas das consequências da alteração social, da corrupção e do crime institucionalizados.

O segundo problema é que tanto o neoliberalismo ocidental quanto as políticas pós-comunistas que o inspiraram deliberadamente subordinam o bem-estar e a justiça social à tirania do Produto Interno Bruto, sinônimo do máximo e deliberadamente desigual crescimento. Desta forma se sufoca, e em alguns países ex-comunistas se destrói, o sistema de segurança social, os valores e os objetivos do serviço público. Tampouco existem bases para o “capitalismo com rosto humano” da Europa das décadas posteriores a 1945, nem para satisfatórios sistemas pós-comunistas de economia mista.

O propósito de uma economia não deve ser o lucro, mas o bem-estar de todas as pessoas, assim como a legitimação do Estado é seu povo e não seu poder. O crescimento econômico não é um fim, mas um meio para criar sociedades boas, humanas e justas. O que importa é com quais prioridades combinaremos os elementos públicos e privados em nossas economias mistas. Esta é a questão política-chave do século XXI. 


IPS/Envolverde

* Eric Hobsbawm é historiador e escritor britânico.

Rio 2016: por uma Olimpíada sustentável



 
Por Ariane Souza 


A escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016 foi, muito justamente, celebrada como uma das maiores conquistas brasileiras dos últimos tempos, coroando um ciclo virtuoso da economia e que se traduz, em outro campo, na conquista dos dois maiores eventos esportivos do planeta – os Jogos Olímpicos e a Copa 2014. Fruto de um intenso e bem-sucedido trabalho de relações públicas e conquista de votos dos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) por parte das autoridades federais e estaduais e municipais do Rio de Janeiro, a realização da Olimpíada 2016, porém, exige que, mal terminada a última taça de champanhe da comemoração, já se comece o planejamento para os projetos e obras necessários a esse megaevento. No caso da capital carioca, há a vantagem da intensa sinergia entre as obras esportivas e de infraestrutura necessárias à Olimpíada e à Copa 2014.

Mas a realização dos Jogos Olímpicos pode ser comparada a uma maratona, com obstáculos. Nessa analogia, vence quem estiver melhor preparado,  o que implica planejar detalhadamente toda a sequência de treinamentos e utilizar os melhores equipamentos. O Rio, para superar essa corrida, precisa estar atento ao fato de que planejamento, nessa área, envolve a definição de projetos e a obtenção de licenças ambientais para dar inícios às obras. A Prefeitura do Rio de Janeiro estabeleceu 2010 e 2011 como os anos-chave para o planejamento das obras e, para conseguir entregá-las em 2015, como exigido pelo COI, é necessário conseguir as necessárias licenças ambientais.

Para isso, o primeiro passo é buscar projetos que, em princípio, definam os materiais mais eficientes, duráveis e sustentáveis, visando ultrapassar sem grandes problemas a “barreira” das exigências ambientais. Nesse sentido, os contratantes e autores de projetos arquitetônicos devem prestar atenção a algumas características de complexos esportivos e a sustentabilidade, econômica e ambiental, de edificações e da infraestrutura necessária para a realização dos Jogos Olímpicos. Entre essas características, está a análise do custo inicial e dos benefícios a longo prazo dos materiais especificados para estádios e infraestrutura geral. Quanto maior a durabilidade e menor a exigência de manutenção e reposição desses materiais, mais sustentável é o material/equipamento, por consumir menos recursos financeiros e naturais, ao longo do tempo. Portanto, com maior benefício para os usuários e à sociedade, que é quem paga a conta, em última análise.

Os elementos metálicos galvanizados encaixam-se com perfeição nessa avaliação de planejamento de longo prazo e, assim como o técnico de um atleta que compete numa maratona, deve estar na mente de contratantes e especificadores. Isto porque esses elementos metálicos, que podem ser desde a estrutura e a cobertura de um complexo esportivo, aos alambrados e cercas, às estruturas dos assentos, portões,  estruturas e coberturas de estacionamentos, até a cobertura de uma parada de ônibus, por exemplo, têm muito maior durabilidade quando galvanizados ou mesmo utilizados no sistema dúplex (galvanização + pintura).

Também estruturas de concreto armado ganham em durabilidade quando as armaduras metálicas utilizadas são galvanizadas a quente. A galvanização a quente, técnica pela qual a estrutura/elemento é recoberto com zinco, ajuda a evitar a corrosão por oxidação das armaduras do concreto em pilares, vigas e lajes – e também nos elementos metálicos, estruturais ou não. Esses componentes, se submetidos à galvanização a fogo, podem durar até 75 anos sem manutenção, dependendo do ambiente onde estão inseridos. Está comprovado que a galvanização oferece muito maior resistência aos elementos metálicos em cidades situadas à beira-mar, como o Rio de Janeiro. Essa durabilidade muito maior, comparada aos elementos metálicos sem a galvanização, pode ser constatada em dois complexos esportivos icônicos da capital carioca: os estádios do Maracanã e o Engenhão (estádio João Havelange). Neste último, a estrutura metálica dos assentos foi totalmente galvanizada e está em ótimo estado de conservação. No Maracanã, reforma realizada há cerca de dois anos também galvanizou todas as estruturas metálicas dos assentos do estádio, inaugurado para a Copa de 1950. Assim, nas reformas para preparar o estádio para a Copa 2014 as estruturas metálicas dos assentos não precisarão ser trocadas, pois estão em perfeito estado e prontas para uso por mais algumas décadas.

A galvanização de elementos metálicos oferece portanto vantagens econômicas, pela muito maior durabilidade, diminuindo a necessidade de extração de recursos naturais  escassos (ferro, energia elétrica, combustíveis fósseis para transporte, entre outros), com ganho ambiental-econômico expressivo. Países que têm tradição em planejamento a longo prazo, como Alemanha, Estados Unidos, Japão e China, por exemplo, utilizam a galvanização intensivamente em seus complexos esportivos e infraestrutura geral para a realização de megaeventos, como os Jogos Olímpicos e Copas do Mundo de Futebol.

O Rio de Janeiro – e o Brasil – deve olhar atentamente para esses bons exemplos para vencer esse desafio e deixar um legado de obras sustentáveis e duráveis, que servirão bem às futuras gerações, pós-2016.

*Ariane Souza é engenheira do Departamento de Desenvolvimento de Mercado da Votorantim Metais – Unidade de Negócios Zinco

Aproveite Que o Verão está Chegando e Cuide da Saúde com as Frutas!




Durante o verão, o ideal é optar por alimentos e/ou preparações de fácil digestão e com pouca gordura, como é o caso da maioria das frutas. Além disso, os nutrientes são rapidamente absorvidos, evitando assim a sensação de moleza, comum após a ingestão de refeições gordurosas, especialmente nessa estação do ano.
“Tanto faz se as frutas são ingeridas no café da manhã, na sobremesa,
após as refeições principais ou na hora do lanche, o importante é consumi-las”, alerta Patricia Paganin, bioquímica, farmacêutica e dirigente da Relicatte Cosmetics. A especialista ainda afirma que as frutas trazem diversos benefícios para a saúde, principalmente no verão, época em que devemos tomar cuidado com a desidratação. Dentre as principais propriedades benéficas das frutas, Patricia Paganin, destaca a presença das Vitaminas que contribuem para o bom funcionamento do organismo e que ajudam na prevenção de doenças. Abaixo segue algumas frutas selecionadas pela profissional, com suas respectivas vitaminas. Escolha as de sua preferência e aproveite para saboreá-las não só no verão, mas durante o ano todo!


...*LARANJA: 
Riquíssima em vitamina C, que tem como principais funções auxiliar o organismo na resistência às infecções, formação dos ossos e dentes, cicatrização das feridas e queimaduras. Dá vitalidade às gengivas, evita hemorragias e conserva a mocidade, enfim, reforça as defesas do organismo contra todas as agressões.
Contém também quantidades consideráveis de Cálcio, Fósforo e Ferro. O Cálcio atua na formação dos ossos e dentes, coagulação do sangue e construção muscular. O Fósforo ajuda na formação dos ossos e dentes e na absorção da glicose (principalmente para nutrir o cérebro, evitando fadiga mental). O Ferro faz parte do sistema produtor de energia e leva às células o oxigênio que os pulmões respiram.


...*UVA: 
É uma fruta altamente energética por ser rica em carboidratos, apresentando também pequenas quantidades de vitaminas do Complexo B e vitamina C. Pela sua quantidade de água e sais minerais, ela ativa os rins aumentando a eliminação de urina. Além de suave laxante, essa fruta atua contra várias enfermidades do intestino, fígado, abdome, vômitos e amargo da boca, além de estimular as funções cardíacas. As uvas passas são eficazes contra a tosse crônica e desinterias. Zumbido dos ouvidos, insônia e outras afecções de caráter nervoso também desaparecem depois de se ingerir regularmente as uvas passas, devido ao seu poder calmante.



... *MORANGO: 
Contém grande quantidade de vitamina C, que evita a fragilidade dos ossos, má formação dos dentes, dá resistência aos tecidos, age contra infecções, ajuda a cicatrizar ferimentos e evita hemorragias. Possui também, em menor quantidade, vitamina B5 (Niacina) e Ferro. A Niacina tem como função evitar problemas de pele, aparelho digestivo, sistema nervoso e reumatismo; e o mineral Ferro é importante porque faz parte da formação do sangue.


...*MAÇÃ:
Contém vitaminas B1, B2, Niacina e sais minerais como Fósforo e Ferro. As vitaminas do Complexo B em geral ajudam a regular o sistema nervoso, o crescimento, evitam problemas de pele, do aparelho digestivo e queda dos cabelos. O Fósforo previne a fadiga mental, além de contribuir para a formação de ossos e dentes. Já o Ferro é importante na formação do sangue. A maçã é rica em quercetina, substância que ajuda a evitar a formação dos coágulos sanguíneos capazes de provocar derrames. Para melhor aproveitamento das suas vitaminas, o ideal é consumi-la ao natural com casca, pois é junto dela que está a maioria das vitaminas e sais minerais.


...*MAMÃO:
Maduro e ao natural, é rico em sais minerais como Cálcio, Fósforo, Ferro, Sódio e Potássio, que participam na formação de ossos, dentes e sangue, evitam a fadiga mental, produzem energia e ajudam a manter o equilíbrio interno do organismo; vitamina A, que protege a pele e a vista; e vitamina C, que fortalece os ossos e gengivas. Contém ainda Papaína, em maior quantidade no fruto verde, uma substância importante para o bom funcionamento do aparelho digestivo.



segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sonhos



"Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Os sonhos regam a existência com sentido. Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances. A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos, faz dos jovens idosos. Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades."

Augusto Cury

NATAL 2009- ESPALHE ESSA IDÉIA.




Que tal fazer algo diferente, este ano, no Natal ?
Sim ... Natal ... daqui a pouco ele chega .Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?

Há a informação de que tem pedidos inacreditáveis. Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó...É uma idéia. É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia 20 de Dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.

Na vida, a gente passa por 3 fases:
  • A primeira, quando acreditamos no Papai Noel;
  • A segunda, quando deixamos de acreditar e
  • A terceira, quando nos tornamos Papai Noel!!! 

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Bachianas Brasileiras N°5 - Ária



Heitor Villa-Lobos

I- Ária: Cantinela

Soprano canta versos de:
Ruth Valladares Corrêa.


Tarde...Uma nuvem rósea lenta e transparente
Sobre o terraço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a lua docemente,
Enfeitando  a tarde da meiga donzela
Que se apressa e alinha sonhadoramente,
Em anseios d'alma para ficar bela,
Grita ao céu e à terra a toda a Natureza!
Cala a passarada aos seus tristes queixumes
E reflete o mar sua riqueza...
A cruel saudade que ri e chora!
Tarde... Uma nuvem rósea lenta e transparente,
Sobre o espaço, sonhadora e bela!

Regente: Manfredo Schmiedt
Solistas: Elisa Machado (Soprano) / Tânia Lisboa (Cello)

"Choro da Saudade"

 O brasileiro João Rabello executa "Choro da Saudade" de Agustín Barrios.

Felicidade




"Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada:
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa, que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,

Existe, sim : mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos."


 Vicente de Carvalho

Dança das Mil Mãos

Recebi este mimo do Vio e faço questão de  compartilhar com todos vocês, porque  é  realmente impressionante a coordenação tão exata das dançarinas! 

Dançarinas do Grupo de Artes Performativas da Associação Chinesa de Pessoas com Deficiência exibem o seu número mais conhecido, a dança Qianshou Kuanyin, ou Bodhisattva de 1000 mãos. A dança do Buda de Mil Mãos prende a atenção de todos, pois são 21 dançarinas surdas e mudas trajadas de dourado, formando uma fila vertical e 42 braços promovem diferentes gestos simultaneamente, levando a todos a imagem do Buda de Mil Mãos, encontrada em muitas grutas da China. A dança maravilhosa foi criada por um famoso coreógrafo chinês, Zhang Jigang.

 Lindo e emocionante! Obrigada Vio!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Epitáfio



 Composição: Sérgio Britto

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...


Titãs



Por Não Estarem Distraídos...



Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos!
Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos."


Clarice Lispector

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pedro Lyra

 Fortaleza-CE (1945)

Como outras manifestações culturais alternativas, aparecidas nos anos 60, o poema–postal surgiu e teve como pioneiro entre nós, em 1970, o poeta Pedro Lyra. Elaborando cartões postais em que unia um breve texto poético à imagem escolhida, da qual o texto muitas vezes funcionava como legenda, Lyra dava início a uma técnica bem própria de divulgar a poesia. Ainda que presa a uma vertente do chamado poema–processo, dele se distanciava ao admitir o emprego de versos, num contexto que poderia dispensá–los, e formando um discurso bastante conciso, no qual a economia de vocábulos se responsabilizava pela maior objetividade da mensagem.


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