quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Para Quem Gosta de Aquarelas...

 As aquarelas são lindas e a mensagem também!

Chopin

Para dias chuvosos...
Noturno Op.9 N°2

Não me Peçam Razões


Não me peçam razões, que não as tenho,
Ou darei quantas queiram: bem sabemos
Que razões são palavras, todas nascem
Da mansa hipocrisia que aprendemos.

Não me peçam razões por que se entenda
A força de maré que me enche o peito,
Este estar mal no mundo e nesta lei:
Não fiz a lei e o mundo não aceito.

Não me peçam razões, ou que as desculpe,
Deste modo de amar e destruir:
Quando a noite é de mais é que amanhece
A cor de primavera que há-de vir.

José Saramago

Parque Nacional Altos da Mantiqueira



Para quem não reconhece a paisagem abaixo, este é do Maciço dos Picos Marins e Itaguaré (2.421 metros de altura) em território paulista, nos municípios de Piquete e Cruzeiro, distante somente 200 km da capital. Entre os dois maiores centros urbanos do país, São Paulo e Rio de Janeiro, inserida totalmente no Bioma da Mata Atlântica está a Serra da Mantiqueira.
Uma região única, de inquestionável prioridade para a conservação da natureza e que vem sendo degradada desde o descobrimento do nosso país.

Agora, depois de anos de ocupação desordenada, a Serra da Mantiqueira tem a chance de preservar um pouco de sua riqueza, somando às UCs já existentes na região um novo Parque Nacional: o Altos da Mantiqueira.
O processo de criação encontra-se em fase consultiva, momento em que a sociedade é convocada a manifestar sua opinião.

Para que o Parque Nacional Altos da Mantiqueira seja criado precisamos do seu apoio.
Para apoiar é simples: Envie um email para consultapublica@icmbio.gov.br e exerça sua cidadania. A hora é essa, se lamentar depois não vai mudar nada.


A primeira consulta pública será no dia 8/12 (terça-feira), às 18h, na Câmara Municipal de Vereadores de São José dos Pinhais (Rua Veríssimo Marques nº 699, Centro). A segunda ocorre no dia 9/12 (quarta-feira), também às 18h, no salão paroquial da Igreja Matriz de Guaratuba (Avenida 29 de abril nº 51, Centro). A terceira consulta está marcada para as 16h do dia 10/12, no Teatro Municipal de Antonina (Rua Dr. Carlos Gomes da Costa s/n, Centro).

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Hoje Desaprendo o que Tinha Aprendido Ontem



Hoje desaprendo o que tinha aprendido ontem
E que amanhã recomeçarei a aprender.
Todos os dias desfaleço e desfaço-me em cinza efêmera:
todos os dias reconstruo minhas edificações, em sonho eternas.

Esta frágil escola que somos, levanto-a com paciência
dos alicerces às torres, sabendo que é trabalho sem termo.
E do alto avisto os que folgam e assaltam, dono de riso e pedras.
Cada um de nós tem sua verdade, pela qual deve morrer.

De um lugar que não se alcança, e que é, no entanto, claro,
minha verdade, sem troca, sem equivalência nem desengano
permanece constante, obrigatória, livre:
enquanto aprendo, desaprendo e torno a aprender

Cecília Meireles

Bob Dylan e Copenhague



O músico Bob Dylan - ou pelo menos uma de suas canções - será um dos destaques na conferência sobre mudanças climáticas em Copenhague.
A ONU adotou a canção A Hard Rain's A Gonna Fall (Uma Chuva Dura Irá Cair, em tradução-livre), como seu hino não-oficial para as negociações.
Essa é uma música mais conhecida como um canal para os temores de uma geração que vivia sob a ameaça de uma guerra nuclear.
Dylan a apresentou pela primeira vez em 1962 no alto da guerra Fria, pouco antes que um plano soviético de colocar mísseis atômicos em Cuba gerasse uma crise entre os Estados Unidos e a União Soviética.
Mas Hard Rain envelheceu bem, e agora está sendo invocada para destacar os temores que esta geração tem de uma calamidade ambiental.
Isso atesta para o poder universal e duradouro das letras de Dylan, segundo David Frickle, editor da revista Rolling Stone em Nova York.
"Deixe-me apenas citar alguns versos e veja se parecem familiares", diz.
"I've stepped in the middle of seven sad forests; I've been out in front of a dozen dead oceans; I heard the roar of a wave that could drown the whole world" ("Eu pisei no meio de sete florestas mortas; Eu estive diante de uma dúzia de oceanos mortos; Eu ouvi o rugido de uma onda que poderia afogar o mundo inteiro", em tradução-livre).
"O que disto não reconhecemos? Todas aquelas imagens e cenários que as palavras formam são tão familiares quanto a reportagem de um canal de TV a cabo de um minuto atrás!"
A canção inspirou várias versões de outros músicos. E também inspirou um fotógrafo ambiental da ONU, Mark Edwards.
A odisséia Hard Rain dele começou em 1969, quando foi resgatado por nômades Tuareg depois de se perder no deserto do Saara.
"Meu salvador esfregou dois gravetos juntos", lembra Edwards.
"Ele fez fogo e nós tomamos uma agradável xícara de chá. Ele então ligou seu velho toca-fitas e Bob Dylan cantou 'A Hard Rain's A Gonna Fall".
"Eu fiquei fascinado pela letra, e decidi ilustrar cada verso da canção. Nos anos que seguiram, eu fui adicionando fotos à medida que as vi."


A ONU está exibindo o trabalho do fotógrafo durante a conferência de mudanças climáticas, acompanhado do lançamento de uma rara gravação de Bob Dylan tocando sua música, que a organização está usando como sua trilha sonora não-oficial do evento.
"O que a exposição faz, e o que a letra de Dylan nos permite fazer, é ilustrar nossos problemas globais", disse Edwards.
"Pobreza, expansão populacional, poluição convencional. Se quisermos resolver as mudanças climáticas, se realmente quisermos lidar com essa enorme questão, temos que ver sua totalidade, responder ao problema em totalidade", disse.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mercado Negro



fardo que carrega
não há quem suporte

então me entrega
sua vida e morte

do seu ponto fraco
faço ponto forte
é o meu dedo em riste
que lhe aponta o norte

nem precisa força
pra que se comporte

pague seus pecados
ou então culpe a sorte

a falta de um abrigo
alguém que lhe conforte

eu lhe tiro os filhos
tomo sua consorte
vezes por capricho
outras por esporte

você estende os pulsos
eu lhe digo
- corte

você tem um sonho
eu lhe digo
- aborte

---


Dimitri Br

Quando penso...



"Quando penso
que uma palavra
pode mudar tudo
não fico mudo
mudo"

Alice Ruiz

Amar é...



"Amar não é aceitar tudo. 
Aliás: onde tudo é aceito, 
desconfio que há falta de amor."

Vladimir Maiakóvski

Papa-Pilhas



O Programa Real de Reciclagem de Pilhas e Baterias, Papa-Pilhas, recolhe pilhas e baterias portáteis usadas e se encarrega de sua reciclagem. Assim, contribuímos para uma adequada disposição desses materiais, cujos resíduos tóxicos representam um risco ao meio ambiente e à saúde pública.
Depositadas em lixões e aterros sanitários, pilhas e baterias podem vazar e contaminar o lençol freático, solo, rios e alimentos, causando danos às pessoas e animais.
Com o programa, queremos conscientizar as pessoas sobre a necessidade de dar uma destinação correta a esses materiais, reduzindo a quantidade de pilhas e baterias lançadas inadequadamente no meio ambiente.
A reciclagem é feita por uma empresa especializada e licenciada para realizar esse trabalho. O Banco Real é responsável pelos custos de coleta, transporte e reciclagem dos materiais.

Respeite!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Os Benefícios do Do-in

Criado pelos chineses há cinco mil anos, o do-in ganhou esse nome no Japão e significa caminho de casa, um retorno para dentro de si mesmo. Moradores de Itajaí aprendem a técnica.

Caminhar é Preciso



A caminhada é uma das opções mais simples e práticas para quem quer fazer exercícios físicos, cuidar da saúde e combater a obesidade. Não requer investimento financeiro e pode ser praticada por qualquer pessoa em qualquer horário. Os benefícios de uma boa caminhada são muitos: melhora a respiração, a circulação sangüínea, a postura, previne o aparecimento de varizes, auxilia os hipertensos, entre muitas outras vantagens.
Em entrevista ao portal Terra , o ortopedista Fabio Ravaglia apresentou algumas dicas que podem aperfeiçoar a prática da caminhada. Confira:

1) Evite passos largos
Cuidado com torções. Se quiser andar mais rápido, dê passadas curtas, com um intervalo de tempo menor.

2) Cuidado com a forma de pisar
Não pise com a ponta do pé ou com muita força. O ideal é aterrissar o pé no solo com o calcanhar, rotar e aterrissar a planta do pé.

3) Preste atenção na postura
Caminhe com a cabeça na altura dos ombros, contraindo o abdome e alternando entre os pés e os braços. Quando o pé direito vai à frente, o braço esquerdo vai também e vice-versa.

4) Não caminhe carregando pesos
Se a intenção é definir as pernas, caminhar com peso não é a saída. Outras opções, como a musculação, devem ser consultadas. Caminhar com pesos pode lesionar a coluna, causando dores nas costas.

5) Atenção ao tipo de calçado
Escolha um tênis que se adapte bem aos seus pés para evitar torções ou mesmo o aparecimento de bolhas. Prefira também meias com solado aderente, evitando o deslizamento dos pés dentro do tênis.

6) Beba muita água
Hidratação é essencial. Antes, durante e depois da caminhada. Prefira pequenos goles para evitar enjôos.

7) Atenção com a alimentação
Faça refeições leves antes do exercício para prevenir tonturas ou até mesmo possíveis desmaios.

8) Não exagere
A caminhada deve ser feita de forma gradual. O ideal é começar com 30 minutos, três vezes por semana, em terreno plano.

9) Não se esqueça do alongamento
O alongamento ajuda na agilidade, facilitando a caminhada. Deve-se aquecer os músculos antes e depois da caminhada.

10) Escolha o horário ideal
Caminhadas pela manhã são excelentes para estimular e preparar o organismo para o resto do dia. Nas caminhadas diurnas e vespertinas, nunca se esqueça do protetor solar. Caminhar à noite também é uma opção para quem fica fora o dia todo, mas para isso é necessário escolher lugares bem iluminados e, claro, tomar cuidado com a segurança.


MUTO

 O artista italiano Blu adora sair pintando as paredes das ruas pelo mundo afora. Nesse vídeo, em Buenos Aires, ele fez uma animação com centenas de grafites.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Dia Nacional do Samba



Sabe por que o Dia Nacional do Samba cai em dois de dezembro? Não, não é a data de nascimento de Tia Ciata. Também não é quando gravaram "Pelo Telefone". Muito menos quando Ismael Silva e os bambas do Estácio fundaram a Deixa Falar. O Dia Nacional do Samba surgiu por iniciativa de um vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary Barroso. Ary já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas nunca havia posto os pés na Bahia. Esta foi a data que ele visitou Salvador pela primeira vez. Engraçado, não? A festa foi se espalhando pelo Brasil e virou uma comemoração nacional.
            Atualmente duas cidades costumam comemorar o Dia do Samba, Salvador e Rio de Janeiro. Sob a batuta do músico Edil Pacheco, Salvador sempre tem promovido grandes shows no Pelourinho com os ótimos e injustamente desconhecidos sambistas locais.
            No Rio a divertidíssima festa fica por conta do Trem do Samba. A idéia do samba surgiu quando moradores de Oswaldo Cruz resolveram criar um movimento para revitalizar o bairro, era o "Acorda, Oswaldo Cruz". No Dia do Samba o pessoal se reúne na Central do Brasil, lota um trem e vai tocando e cantando até Oswaldo Cruz, lá formam-se trocentas rodas de samba. Depois que começou, descobriu-se que já havia sido criado décadas antes por uma das mais importantes figuras do bairro, Paulo da Portela. Naquela época o samba era perseguido pela polícia. Os sambistas faziam suas reuniões e promoviam animadas rodas dentro dos vagões do trem. Hoje o Pagode do Trem faz parte do calendário oficial da cidade e tem estado cada ano mais cheio.


Para embarcar nesta festa, será necessário trocar 1 kg de alimento não perecível por um ticket de entrada, a partir das 14 horas do dia 2 de dezembro, na estação Central do Brasil. A troca é limitada as primeiras 3 mil pessoas e os alimentos arrecadados serão doados para o Banco Rio de Alimentos, do programa Fome Zero. Os foliões também poderão viajar comprando uma passagem de trem no valor normal de R$ 2,50. O primeiro trem sairá às 19h15, seguido por viagens às 19h45, 20h15 e às 20h45, encerrando o evento na Central. Os passageiros viram foliões e cedem espaço para surdos, repiques e tamborins, no ritmo do samba.



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