sexta-feira, 31 de julho de 2009

"Isto" também é Brasil!!

Meu irmão é agente fiscal de defesa agropecuária e florestal no Mato Grosso (INDEA) e gentilmente enviou-me algumas fotos ( dele e de seus companheiros), das muitas viagens que ele faz pelo estado, fiscalizando e identificando espécies vegetais (madeiras) . Essas fotos são da região de Alta Floresta, e mostram o escoamento da matéria-prima...









Em época de H1N1...


Cuidados Básicos:
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
  • Não usar medicamentos sem orientação médica. A automedicação pode ser prejudicial à saúde.
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois tossir ou espirrar.

Pra mim, tudo começa e termina com música...

Meu catavento tem dentro
O que há do lado de fora do teu girassol
Entre o escancaro e o contido
Eu te pedi sustenido
E você riu bemol
Você só pensa no espaço
Eu exigi duração
Eu sou um gato de subúrbio
Você é litorânea
Quando eu respeito os sinais
Vejo você de patins
Vindo na contra-mão
Mas quando ataco de macho
Você se faz de capacho
E não quer confusão
Nenhum dos dois se entrega
Nós não ouvimos conselho
Eu sou você que se vai
No sumidouro do espelho
Eu sou do Engenho de Dentro
E você vive no vento do Arpoador
Eu tenho um jeito arredio
E você é expansiva
(o inseto e a flor)
Um torce pra Mia Farrow
O outro é Woody Allen...
Quando assovio uma seresta
Você dança havaiana
Eu vou de tênis e jeans
Encontro você demais
Scarpin, soirée
Quando o pau quebra na esquina
Você ataca de fina
E me oferece em inglês
É fuck you, bate-bronha
E ninguém mete o bedelho
Você sou eu que me vou
No sumidouro do espelho
A paz é feita num motel
De alma lavada e passada
Pra descobrir logo depois
Que não serviu pra nada
Nos dias de carnaval
Aumentam os desenganos
Você vai pra Parati
E eu pro Cacique de Ramos
Meu catavento tem dentro
O vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora
O escondido do Engenho de Dentro da flor
Eu sinto muita saudade
Você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço
Você é tão espontânea
Sei que um depende do outro
Só pra ser diferente
Pra se completar
Sei que um se afasta do outro
No sufoco somente pra se aproximar
Cê tem um jeito verde de ser
E eu sou meio vermelho
Mas os dois juntos se vão
No sumidouro do espelho

Girassol- Grupo Gralha Azul


Eu plantei na minha porta um girassol
Prá girar junto com meu coração
E acompanhar cada segredo meu
Um girassol que pare ao meio dia
Que cante a cada dia uma canção
E gira...gira

Gira, gira girassol
Gira o sol ao meio dia
Gira a vida na avenida
Gira o amor sem fantasia
Gira a estrela cadente
Gira a saudade ao contrário
Gira a lapela sem cravo
Gira a minha nau sem vela
Gira, vai girando tudo
Gira a pedra no caminho
Gira a chuva na janela
Giro eu esperando ela

Sem nau, sem vela
Giro eu esperando ela
Sem cravo na lapela
Giro eu esperando ela
Sem saudade sem contrário
Giro eu esperando ela
Sem chuva na janela
Giro eu esperando ela

A Lenda do Girassol


Há muito tempo atrás havia ao norte do Amazonas uma tribo de índios chamada Ianomâmi.O feiticeiro e também o chefe religioso da tribo, sempre reunia os curumins, em volta da fogueira para contar-lhes velhas lendas da tribo.O pajé muito esperto sentia que as crianças adoravam suas histórias e quando as contava, notava em seus rostinhos o brilho dos olhos denunciando o interesse e a participação na vivência.Contava que certa vez em sua tribo nascera uma indiazinha de cabelos claros, quase dourados. Foi um verdadeiro reboliço na tribo, pois nunca haviam visto coisa assim. Foi chamada de Ianaã, que queria dizer a deusa do sol.Todos a adoravam, os fortes e mais belos guerreiros da tribo e da vizinhança também, não resistiam aos seus encantos. Mas ela os recusava dizendo ser ainda muito cedo para assumir compromisso.Um dia, estava ela alegremente brincando e nadando no rio, quando sentiu que o sol lhe enviava raios como se fossem grandes braços acariciando levemente sua pele dourada. Só agora, o sol havia tomado conhecimento daquela figurinha tão linda e se apaixonou perdidamente por ela.Ianaã também sente se atraída por ele, e todas as manhãs ela esperava o nascer do sol toda feliz. Ele ia aparecendo aos poucos e o seu primeiro sorriso e os raios dourados e morninhos eram para ela.Era como se dissesse: _Bom dia, minha flor!
Por onde ela passava os pássaros voavam e pousava sobre seus ombros, ela os beijava e os chamava de amiguinhos.Um dia a pequena índia ficou muito triste e adoeceu, quase não saia de sua choupana. O sol apaixonado fazia de tudo para alegrá-la, tudo era em vão. Ela morreu.A mata ficou em silêncio, o sol deixou de aparecer, tudo se transformou em tristeza na aldeia.O povo da tribo chorou muito. Enterraram Ianaã perto do rio que tanto amava.O sol derramou muitas lágrimas até que decidiu aquecer a terra onde sua amada estava sepultada.
Depois de vários meses, nasceu uma planta verdinha que foi crescendo e abriu uma grande flor redonda com suas pétalas amarelas e ao centro formada por sementes escuras, que ficava voltada para o sol desde ao amanhecer até o seu crepúsculo vespertino, e à noite ela se pendia para baixo como se quisesse adormecer. Acordando no início do novo dia pronto para adorar o sol e por seus raios ser beijada e acariciada. Suas sementes seriam o alimento para os seus queridos amiguinhos.

Essa flor tão bela recebeu da tribo o nome de girassol.

Gralha Azul



Flores Elétricas





Depois de dedicar 20 anos de sua carreira à fotografia de paisagens, o americano Robert Buelteman descobriu uma nova maneira de registrar a natureza: utilizar eletricidade para iluminar folhas e flores, em uma técnica que dispensa o uso da câmera e de lentes. A técnica utilizada pelo americano se inspira no método que ficou conhecido como fotografia Kirlian, ou Kirliangrafia, desenvolvido pelo cientista russo Semyon Kirlian. A técnica também é chamada de bioeletrografia. "Com a adição de aparelhos de fibra óptica para conseguir um maior controle sobre a exposição de luz sobre a matriz, este trabalho representa também uma nova interpretação de uma forma de arte honrada há tempos", diz Buelteman. As imagens do fotógrafo estão reunidas no livro Signs of Life ("Sinais da Vida"), lançado nos Estados Unidos, e seu trabalho pode ser visto também no site http://www.buelteman.com .

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Para ser grande...


"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."


Ricardo Reis
( Heterônimo de Fernando Pessoa)


I feel goooood!!

"Oh, Eu me sinto bem, como açúcar e tempero"


quarta-feira, 29 de julho de 2009

I Believe in Angels!

I Have a Dream
ABBA

Composição: Benny Andersson & Björn Ulvaeus

Eu Tenho Um Sonho

Eu tenho um sonho, uma canção para cantar
Que me ajuda a enfrentar qualquer coisa
Se você vê maravilhas em um conto de fadas
Você pode agarrar o futuro, mesmo se você falhar
Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu vejo
Eu acredito em anjos
Quando souber que é a hora certa para mim
Eu vou cruzar a corrente - eu tenho um sonho

Eu tenho um sonho, uma fantasia,
Que me ajuda atravessar a realidade
E o meu destino faz valer a pena,
Enquanto me empurra através da escuridão

Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu vejo
Eu acredito em anjos
Quando souber que é a hora certa para mim
Eu vou cruzar a corrente - eu tenho um sonho
Eu vou cruzar a corrente - eu tenho um sonho

Eu tenho um sonho, uma canção para cantar
Que me ajuda a enfrentar qualquer coisa
Se você vê maravilhas em um conto de fadas
Você pode agarrar o futuro, mesmo se você falhar
Eu acredito em anjos
Algo bom em tudo que eu vejo
Eu acredito em anjos
Quando souber que é a hora certa para mim
Eu vou cruzar a corrente - eu tenho um sonho
Eu vou cruzar a corrente - eu tenho um sonho

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Desejo à você...


"Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Ouvir uma palavra amável
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial, e que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu!"

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 25 de julho de 2009

Franz Kafka



"Há esperanças,
só não
para nós!"

Franz Kafka



"As histórias criadas por esse judeu tcheco que escrevia em alemão deram voz ao indivíduo que caminha nas ruas das grandes cidades contemporâneas. O personagem Gregor Samsa, de Metamorfose, é o homem tornado inseto frente à realidade urbana avassaladora, burocrática e tão cheia de gigantismos. Samsa reproduz a sensação do homem que virou o inseto insignificante das cidades modernas e que, quando em vez, morre aos milhões nos campos de guerra. Nenhum autor representou de forma tão contundente a modernidade. Segundo o crítico literário George Steiner, "o extremismo da posição literária de Kafka (...) torna a estrutura representativa e a centralidade de sua façanha mais notáveis. Nenhuma outra voz foi testemunha mais verdadeira da natureza de nossos tempos."
Renato Roschel




obs: O desenho é de Franz Kafka

Metamorfoseando...


Metamorfose Ambulante

composição: Raul Seixas

Prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Eu quero dizer
Agora, o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou

Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor

Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator

Eu vou lhe dizer
Aquilo tudo que eu lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião
Formada sobre tudo

Uirapuru

Uirapuru-laranja

Folclore Brasileiro

A lenda do Uirapuru é a lenda de um pássaro especial,pois dizem que ele é mágico, quem o encontra pode ter um desejo especial realizado. O Uirapuru é um símbolo de felicidade. Diz a lenda que um jovem guerreiro apaixonou-se pela esposa do grande cacique. Por se tratar de um amor proibido não poderia se aproximar dela. Sendo assim, pediu ao deus Tupã que o transformasse em um pássaro. Tupã transformou-o em um pássaro vermelho telha, com um lindo canto. O cacique foi quem logo observou o canto maravilhoso daquele pássaro. Ficou tão fascinado que passou a perseguir o pássaro para aprisioná-lo, e ter seu canto só para ele. Na ânsia de capturar o pássaro, o cacique se perdeu na floresta. Todas as noites o Uirapuru canta para a sua amada.Tem esperança que um dia ela descubra o seu canto e saiba que ele é o jovem guerreiro.


Curiosidades:
  • Heitor Villa-Lobos, ilustre compositor brasileiro, em 1917 compôs uma sinfonia intitulada "Uirapuru", baseado em material do folclore coletado em viagens pelo interior do Brasil. ( Blog Harmonia)

  • Na Cidade de Manaus e em algumas regiões do Norte do Brasil a população acredita que levar o uirapuru empalhado consigo traz sorte na vida e no amor, uma das causas pela qual o pássaro está ameaçado de extinção, embora ele não seja fácil de ser encontrado.

Composição:
Murilo Latini/ Jacobina

Uirapuru, uirapuru
Seresteiro, cantador do meu sertão
Uirapuru, uirapuru
Tens no canto as mágoas do meu coração

A mata inteira fica muda ao seu cantar
Tudo se cala para ouvir sua canção
Que vai ao céu numa sentida melodia
Vai a Deus em forma triste de oração

Uirapuru, uirapuru...

Se Deus ouvisse o que te sai do coração
Entenderia que é de dor sua canção
E dos seus olhos tanto pranto rolaria
Que daria para salvar o meu sertão

Uirapuru, uirapuru
Seresteiro, cantador do meu sertão
Uirapuru, uirapuru
Tens no canto as mágoas do meu coração

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vitória - régia


A lenda da Vitória-régia

Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.

Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, cavalgava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.

Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem do deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem india, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.


A lenda da vitória-régia é uma lenda brasileira de origem indígena tupi-guarani.

Passeando pelo jardim de Monet

Ninféias Azuis


O Tanque das Ninféias

Claude Monet
pintor francês
( Paris 1840 - Giverny 1929)


"Quando instalou o jardim aquático, entre 1893 e 1901, foi necessário aquecer o pequeno lago para a colocação das ninféias que Monet mandou trazer do Japão. Pois, sendo flores sensíveis, necessitavam de temperaturas menos frias do que as oferecidas pela água do lago. Sobre a parte mais estreita deste lago é que foi contruída uma ponte, em estilo japonês, retratada em inúmeras obras do pintor. A combinação entre o estilo da ponte e a colocação de plantas japonesas permitiu que o jardim de Monet passasse a ser chamado "jardim japonês", embora faltassem elementos importantes de um jardim japonês tradicional, como por exemplo, as pedras. A ponte serviu de inpiração para que o artista criasse uma série de obras. Desta série, fazia parte "A Ponte Japonesa", na qual, em primeiro plano, aparece o lago das ninféias e, sobre ele, a ponte que abre a vista para as margens, cuja vegetação rica e densa se reflete na superfície da água. Esta série de quadros inspirados na ponte pode ser considerada como precursora dos quadros que retratam as ninféias, pintados mais tarde, nos quais é possível apenas ver a superfície das águas cobertas de ninféias, vista muito de perto."



As Ninféias incluem várias plantas aquáticas, que são perenes, têm grandes rizomas e folhas cujo órgão de sustentação situa-se na face inferior (peltada) em formato achatado ou cordiforme, geralmente flutuantes. Suas flores são perfumadas, tendo quatro sépalas verdes e diversas pétalas que são grandes quanto as próprias sépalas, com cores variadas: azuis, verdes, brancas, amarelas e em tons de vermelho, conforme as espécies.

Dentre as espécies mais conhecidas tem-se o lótus e o nenúfar.

(wikipédia)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Qualidade de Vida


Instruções Básicas:

1. Diga aos outros mais do que eles esperam e faça isso com alegria.

2. Memorize sua canção ou poema favoritos.

3. Não acredite em tudo que escutar, não gaste tudo o que tiver nem durma tanto quanto você quer.

4. Quando disser a alguém "Te Amo", sinta realmente isso.

5. Quando for dizer "desculpe", olhe nos olhos da pessoa.

6. Namore pelo menos seis meses antes de se casar com alguém.

7. Acredite no amor a primeira vista.

8. Nunca ria dos sonhos dos outros.

9. Ame profunda e apaixonadamente. E possível que você saia ferido, mas é a única maneira de se viver a vida por inteiro.

10. Nos momentos de discórdia, jogue limpo. Não vale xingar.

11. Não julgue as pessoas pelos seus parentes.

12. Fale devagar mas pense depressa.

13. Quando alguém perguntar a você algo que não gostaria de responder, sorria e diga: "Por que você quer saber isso?"

14. Lembre-se que um grande amor e grandes realizações envolvem grandes riscos.

15. Ligue para sua mãe quando puder.

16. Diga "saúde" quando ouvir alguém espirrar.

17. Ao perder algo, não perca a lição.

18. Lembre-se dos três R's: Respeito por si mesmo; Respeito pelos outros; Responsabilidade por tudo o que fizer.

19. Não deixe que uma pequena divergência arruine uma grande amizade.

20. Quando perceber que cometeu um erro, aja imediatamente para corrigir o mesmo.

21. Sorria quando atender o telefone. Quem estiver na linha vai perceber isso em sua voz.

22. Case-se com um homem/mulher com quem você adora conversar. Ao envelhecer, os infindáveis papos com ele/ela serão tão importantes quanto todo o resto.

23. Fique algum tempo sozinho.

24. Abra seus braços a mudança, mas não abra mão dos seus valores.

25. Lembre-se que o silêncio é, as vezes, a melhor resposta.

26. Leia mais livros e assista menos TV.

27. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando ficar mais velho e olhar para trás, você irá desfrutá-la uma segunda vez.

28. Confie em Deus mas não deixe de trancar o carro.

29. Um ambiente de amor e paz em casa é fundamental. Faça tudo o que puder para ter um lar tranqüilo e harmonioso.

30. Nas desavenças com pessoas que você ama, trate do que está em discussão. Não traga à tona o passado.

31. Leia nas entrelinhas.

32. Partilhe com os outros os seus conhecimentos. É uma maneira de se alcançar a imortalidade.

33. Seja gentil com a terra.

34. Reze. Há um poder incomensurável nesse gesto.

35. Nunca interrompa quando alguém estiver elogiando você.

36. Cuide do que lhe diz respeito.

37. Não confie num homem/mulher que não fecha os olhos ao ser beijado.

38. Uma vez por ano, vá a algum lugar em que você nunca esteve antes.

39. Caso você ganhe muito dinheiro, utilize-o para ajudar os outros enquanto ainda estiver vivo. Esta é a maior satisfação que a riqueza pode dar.

40. Lembre-se que, as vezes, não conseguir o que se quer é um golpe de sorte.

42. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.

43. Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que abrir mão para chegar a ele.

44. Lembre-se que seu caráter é seu destino.

45. Dedique-se ao ato de amar e cozinhar sem nenhum limite.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Poesia Concreta - O Projeto Verbivocovisual


Décio Pignatari

$$$$$ Geração Coca-Cola $$$$$

Quando nascemos fomos programados
Pra comer o que vocês nos empurraram
com os enlatados dos USA
das nove às seis
desde pequenos nós comemos lixo
comercial e industrial
mas agora chegou a nossa vez
vamos cuspir de volta todo o lixo
em cima de vocês!

Somos filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola

Depois de vinte anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim, que deve ser?
Vamos fazer nosso dever de casa
Aí então, vocês vão ver!
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema
Com as suas leis!

Para ouvir:
A poesia concreta em música

  • Beba coca cola
poesia concreta - o projeto verbivocovisual

Aprendizado



"A palavra escrita, ensinou-me a escutar a voz
humana, assim como as grandes atitudes imóveis das
estátuas, me ensinaram a apreciar os gestos."
-Marguerite Yourcenar-

terça-feira, 21 de julho de 2009

Geléia Real


O consumo diário da geléia real proporciona os seguintes benefícios:

Regeneração celular

Foi comprovado cientificamente que o envelhecimento humano inicia-se no sistema nervoso central denominado mesencéfalo. A geléia real contém substâncias que atuam nesta região desacelerando o processo de degeneração celular e retardando o envelhecimento. A ação conjugal de todos os elementos nela encontrados combate outros fatores secundários no processo de envelhecimento, como radicais livres e o stress, regenerando as células e contribuindo para o bom funcionamento de todos os órgãos do corpo e para um perfeito equilíbrio orgânico.

Ação Anticancerígena

O ácido 10- hidroxidecenioco possui ação anticancerígena comprovada, auxiliando na prevenção e combate ao câncer. Esta substancia é bastante eficaz como cicatrizante possuindo também propriedades antibióticas. Em casos de queimaduras e outras lesões da pele podemos aplicar a geléia real diariamente no local proporcionando resultados mais rápidos e eficaz

Fertilidade e distúrbio sexual

A geléia real contem as principais substâncias formadoras de sêmens ( zinco e aminoácidos) . Apresenta bons resultados no tratamento de impotência sexual. Atua na regularização dos ciclos hormonais feminino, diminuindo os sintomas da menopausa e normalizando os ciclos menstruais.

Vigor físico

Aumenta a reserva de nutriente no organismo, elevando seu desempenho nas atividades físicas diária. Diminui o stress e a fadiga, proporcionando maior disposição física e rapidez de raciocínio.

Função orgânica

Auxilia na regularização das funções do sistema nervoso, cardiovascular, aparelho digestivo e respiratório, fígado e rins.

Tratamento de pele

Renova as células cansadas da pele, sendo indicada no tratamento de prevenção a acnes, espinhas, rugas, e linhas de expressão. Pode se aplicada como máscara facial, deixando agir por 60 minutos ou em repouso durante a noite. Estimula o crescimento dos cabelos, vitalizado toda estrutura capilar e auxiliando a formação da queratina.

Uso pediátrico

Complementa a alimentação, contribuindo para o desenvolvimento físico e mental das crianças. Normalizando o apetite auxiliando o tratamento de raquitismo, anemia em crianças com crescimento insuficiente.

Outros benefícios:

Regulariza seu metabolismo energético. Auxiliando o tratamento de úlceras, diabetes, pós-operatório de câncer e outras doenças degenerativas.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Blue Moon


BLUE MOON
The Marcels
(Tradução)

LUA AZUL, VOCÊ ME VIU NA MAIOR SOLIDÃO

SEM UM SONHO NO CORAÇÃO
SEM UM AMOR PRA SER A MINHA PAIXÃO
LUA AZUL, VOCÊ SABE BEM PORQUE EU ESTAVA ALI
VOCÊ ME OUVIU PEDINDO AOS CÉUS
POR ALGUÉM POR QUEM EU SENTISSE ALGO

E DO NADA, APARECEU NA MINHA FRENTE
A ÚNICA QUE MEUS BRAÇOS PODERIAM QUERER ABRAÇAR
EU OUVI ALGUÉM SUSSURRAR ´POR FAVOR, ME AME`
MAS QUANDO PROCUREI SÓ VI QUE A LUA AZUL TINHA FICADO DOURADA

LUA AZUL, AGORA NÃO ESTOU MAIS SOZINHO
SEM UM SONHO NO CORAÇÃO
SEM UM AMOR PRA SER A MINHA PAIXÃO
SEM UM AMOR PRA SER A MINHA PAIXÃO
LUA AZUL



De Volta para o Futuro


Missões Apollo:
40 anos depois...



Feliz Dia do Amigo!


Não dá para ignorar essa data...
Um abraço apertado e um beijo estalado para todos!!
Fiquem com Deus!





"Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."

Vinícius de Moraes

domingo, 19 de julho de 2009

Ditos Populares



Nossa Língua Portuguesa

Profº Pasquale Cipro Neto

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto:
'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto que o correto é:
'Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Cor de burro quando foge.'
O correto é:
'Corro de burro quando foge!'

Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.'
O correto é:
'Quem tem boca vaia Roma.'
(isso mesmo, do verbo vaiar).

Outro que todo mundo diz errado,
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é:
'Esculpido em Carrara.'
(Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato...
ou seja, sozinho!'

Quando eu era criança pequena lá em Barbacena...



Entre as inúmeras histórias que minha avó nos contava, havia uma em especial, que muito me impressionava... Soube mais tarde ( bem mais tarde) que se tratavam dos " Contos da Mamãe Ganso" de Charles Perrault (1628-1703). Essa ficou guardada em minha memória e em meu coração...


As Fadas

Era uma vez...

uma viúva que tinha duas filhas. A mais velha se parecia tanto com ela que, quem a via, pensava estar vendo a mãe.

– Como são desagradáveis e orgulhosas! - costumavam comentar os conhecidos.

Ninguém aguentava viver perto delas.

A caçula era o verdadeiro retrato do pai, pela doçura e pelo bom caráter.

E, além disso, muito bonita.

Como costumamos amar quem se parece conosco, a mãe era louca pela filha mais velha e tinha uma incrível antipatia pela caçula. A moça comia na cozinha e trabalhava sem descanso.

Entre outras coisas, essa menina era forçada a ir a uma fonte distante, duas vezes por dia. Andava quase meia légua para trazer na volta uma grande bilha, cheia d’água.

Um dia, em que estava lá, aproximou-se dela uma pobre mulher, que lhe pediu:

– Quer dar-me de beber, minha menina?

–Pois não, minha boa tia.

E a bela moça, imediatamente, lavou a bilha e depois tirou a água com todo o cuidado. Em seguida, ofereceu-a à mulher, segurando sempre a bilha, a fim de que ela pudesse beber mais facilmente.

Tendo bebido, a mulher disse:

–Tu és tão boa, que não resisto ao desejo de te fazer um dom.

Tratava-se de uma Fada, que tinha tomado a forma de camponesa pobre, para ver até que ponto iria a bondade daquela jovem.

–Eu te faço o dom de que, a cada palavra que disseres, saia de tua boca uma flor ou uma pedra preciosa – disse ela.

E afastou-se.

Assim que a bela menina chegou à sua casa, a mãe a repreendeu por voltar tão tarde.

– Eu vos peço perdão, por ter demorado tanto, minha mãe – disse a pobre moça.

E, mal pronunciou essas palavras, saíram-lhe da boca duas rosas, duas pérolas e dois grandes diamantes.

– Que vejo? Creio que saem de tua boca pérolas e diamantes! Como acontece isso, minha filha? – perguntou a mãe, cheia de espanto. (Foi a primeira vez que a chamou de filha.)

A menina contou-lhe, ingenuamente, tudo o que lhe havia acontecido, não sem lançar pela boca uma infinidade de diamantes.

– É preciso que eu envie logo a minha filha a esse lugar – disse a mãe. – Vê, Francisca, vê o que sai da boca da tua irmã, quando ela fala. Não gostarias de ter o mesmo dom?

– Que bem me importa – respondeu a filha mais velha, com insolência.

– Tu só terás que ir à fonte e, quando uma pobre mulher te pedir de beber, tu a servirás com toda a gentileza.

– Tem graça – respondeu a mal-educada. – Eu ir à fonte!

– Eu quero que tu vás e já – ordenou a mãe.

A moça foi, mas resmungando. Levou o mais bonito jarro de prata que havia em casa. Nem bem tinha chegado, viu sair
do bosque uma dama magnificamente vestida, que veio pedir-lhe de beber. Era a mesma Fada, que aparecera à sua irmã.

Desta vez havia tomado a aparência e as roupagens de uma Princesa, para ver até que ponto iriam os maus modos daquela jovem.

– Acha que vim aqui para lhe matar a sede? – respondeu a malcriada. – Imagine se eu ia trazer um jarro de prata especialmente para dar de beber à madame! Se quer beber, beba por si mesma.

– Você não é uma pessoa direita – disse a Fada, sem se encolerizar. – Muito bem, visto que gosta tanto de dizer coisas desagradáveis, eu lhe dou por dom que, a cada palavra que diga, saia de sua boca uma serpente ou um sapo.

A moça voltou para casa e, assim que a mãe a avistou, já lhe gritou de longe:

– Então, minha filha?

– Então, minha mãe? – respondeu a filha, expelindo dois sapos e duas víboras.

– Oh, céus! – exclamou a mãe. – Que vejo? Tudo isso foi por causa da tua irmã. Ela me pagará.

E correu para bater na jovem.

A pobre menina fugiu e foi esconder-se na floresta vizinha. O filho do rei, que voltava da caça, encontrou-a ali. Vendo-a tão bela e tão sozinha, perguntou-lhe o que fazia naquele lugar e por que chorava.

– Ai de mim, senhor, foi minha mãe que me expulsou de casa.

O príncipe viu sair da boca da moça cinco ou seis pérolas e outros tantos diamantes. Pediu-lhe para dizer como chegara a ter esse talento, e ela contou toda a sua aventura.

Ele enamorou dela e considerou que um tal dom valia mais do que qualquer dote que outra noiva pudesse trazer. Levou-a ao palácio de seu pai, onde a desposou.

Quanto à irmã, ela se fez detestar a tal ponto que a própria mãe não a quis mais perto de si.

A infeliz, depois de ter perambulado sem encontrar

ninguém que a quisesse receber,

foi morrer num recanto do bosque.





Ouvir Estrelas


XIII

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

Olavo Bilac

Jeito de Mato

Moda de Viola

"A moda de viola é uma expressão da música caipira brasileira que se destaca como sendo seu maior exemplo, entre outros ritmos e estilos formados a partir das toadas, cantigas, viras, canas-verdes, valsinhas e modinhas, trazidos pelos europeus.
Com uma estrutura que admite solos de viola e versos longos, intercalados por refrões, com letras extensas e que contam fatos históricos bem como acontecimentos marcantes da vida das comunidades onde são feitas, as modas de viola ganham vida independente do catira.
Deu origem a vários outros ritmos como a música caipira, música sertaneja, música de raiz, dentre outras." ( Wikipédia)


Eu sou do interior do Paraná, e lá era comum o despertar ao som da viola... e eu aprendi a apreciar essa arte nativa! Fico muito saudosista quando escuto essas músicas... É interessante ver como cada região do país tem seus gostos e suas preferências musicais. Aqui no sudeste, onde eu imaginava que a preferência musical seria o samba, me enganei. Ouvem muito o Funk (aargh), que eu sinceramente detesto; o ritmo é hipnótico e as letras são amorais. Por isso tudo, sinto saudade da minha terra,
das comidas, do frio, da música...







"A Moda de Viola é a célula mãe da música caipira"

sábado, 18 de julho de 2009

Roberto Carlos

Procure os seus caminhos...



"...Procure os seus caminhos
mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz,
revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca.
E se achar, segure-o!"

Fernando Pessoa



"Andar com um amigo no escuro,
é melhor que andar sozinho na luz!"
Helen Keller


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Renascimento



Hoje resolvi dar uma geral e uma podada básica nas minhas plantinhas... acabei me lembrando de uma frase que eu gosto muito...



"Aprendi com a primavera
a me deixar cortar.
E a voltar sempre inteira."

Cecília Meireles




Fotos da Carlucha: Kalanchoe e Petúnia

Inspiração



Se eu pudesse deixar algum presente a você
deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo
o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta
e a força para encontrar a saída.

Mahatma Gandhi

quinta-feira, 16 de julho de 2009

" Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás" Che Guevara



"Sejam espertos como as cobras
e sem maldade como as pombas"

Mateus 10:16


Não, não vou falar de política. Essa frase, de Che Guevara, está martelando em minha cabeça (como um mantra) já faz alguns dias! Então resolvi por pra fora... pra ver se assim resolvo o problema.Vou falar dos nossos relacionamentos, que não deixam de ser políticos... Como equilibrar a firmeza e a ternura? Como manter o bom senso e o equilíbrio, diante de problemas e pessoas que nos tiram do sério? Acredito que esse seja um aprendizado que leve uma vida inteira, e que muitos infelizmente, não concluem satisfatoriamente essa matéria na escola da vida! Bem, eu estou aqui (viva), tentando ser justa, firme e ponderada, sem apelar para a grosseria e nem cair na intolerância, e ainda dosando as reações para dar a cada um, não o que merecem, mas a justa medida! Que Deus me ajude...



"Qualquer um pode zangar-se - isto é fácil!
Mas zangar-se com a pessoa certa,
na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo
e da maneira certa - isto é muito difícil!"
Aristóteles

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"Filosofia não enche a barriga de ninguém"

Ricardo Coração de Leão

Meu filho! Filosofia não enche a barriga de ninguém!” Isso mesmo! O negócio é encher o bucho. Afinal, saco vazio não pára em pé. Os cachorros comem, os macacos comem, os cavalos comem... E os jumentos comem prá sobreviver. O importante é encher o ventre. “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”. Lema de antigos filósofos epicureus. Dualismo entre corpo e espírito. Gnóstico. Por falar em dualismo, coisa de Platão... Voltando à vaca fria (ruminante): O mais importante, então, seria o ventre. Cheio.

O que enche a barriga? Feijão, arroz, carne... Carne? Desde que você não seja vegetariano. Vegetal. Diferente de animal. Lembro agora de Aristóteles, que disse: “O homem é um animal político”. Por falar em Aristóteles, este talvez não precisasse de dieta, pois era peripatético... Voltemos aos vegetais. Entre os tais, leguminosas verdes, cor que percebo empiricamente. Conhecimento a posteriori. Mera impressão do sujeito? A cor realmente existe? Ontologicamente? Ou será tudo uma construção do sentido? O que você me diz, Berkeley? Por falar em verde, lembrei-me da Amazônia brasileira. Coisa estupenda! Impressionante e sobrenatural! Sobrenatural? É idéia tomista. Argumento teleológico. O design inteligente. Invenção escolástica, pois a causalidade não seria uma quimera? Puro hábito? Pulei de Tomás a Hume. Eis-me aqui, agnóstico. Onde estava mesmo? Ah, sim. Amazônia brasileira. Do Brasil verde e amarelo. “Ordem e Progresso” na flâmula. Lema positivista. De Augusto Comte.

Pare! Hora de ser pragmático, como James, ou utilitário, como Mill. Amanhã é sábado, dia de feira. Dia de comprar legumes... e carnes! Saco vazio não pára em pé. Compro peixe ou porco? Peixe. Símbolo cristão. Cristianismo, agostiniano, medieval, como Anselmo. Este, do argumento ontológico. Deus, o Infinito, a maior idéia, perfeita... Volto ao peixe. Qual peixe? De água doce ou salgada? Água, um dos quatro elementos... Pré-socráticos: Tales, Zenão, Pitágoras, Parmênides, Heráclito... Eureca! Achado arquimediano: peixe de água doce. Afinal, Heráclito lembrou-me o rio: “Uma pessoa não pode banhar-se duas vezes no mesmo rio”. Peixe! Legumes e peixes. Comida bem cristã... Lembra a Quaresma. E Quaresma, por antítese (não a de Hegel), lembra glutonaria. Um dos sete pecados capitais. Essa não! Tomás de Aquino novamente? Confissões, roteiro agostiniano... do racionalismo teológico. Confesso hoje, pois amanhã compro o peixe. Amanhã? “O passado não é mais, o futuro ainda não é, se o presente fosse sempre presente, seria eternidade”. Agostinho de novo! Para quem não há três tempos, somente o presente.

Quanto dinheiro levo pra comprar os legumes e o peixe? Dinheiro! Vil metal. Pra que dinheiro? Sem dinheiro, vou morar num barril. Como Diógenes, o cínico! Prefiro a cicuta, tal qual Sócrates, o parteiro. Sócrates ou Diógenes? Dúvida cruel. Nada metódica. Nada cartesiana. Ok. Chega! Vinte Reais devem ser suficientes. Afinal, peixe de água doce, e leguminosas verdes. Prato simples, básico, quase estóico. Suficiência. Ética do justo meio. Equilíbrio, aristotélico.

Dia de feira! Vinte Reais no bolso! Reais do Fernando Henrique. Presidente-filósofo! Antes do Lula. Ex-operário. Sindicalista, de classe. Classe operária. Karl Marx. Gramsci e os intelectuais orgânicos. Comprometidos com a classe. Qual? Alienação? Teologia da Libertação? Volto aos Reais. Coisa de burguês. Liberalismo, de John Locke... Feira barulhenta. Popular. Fervilhando. Cidade dos Homens por oposição à Cidade de Deus. Uns compram, outros vendem... e os atravessadores. E os camponeses, produtores. Olho as verduras. Verdura vem de verde. A cor. Aquela! Tudo isto me confunde os sentidos. Sentidos do Francis Bacon... Ah, um x-bacon! Idéia empírica. Deixo o bacon e penso no peixe. Pare de pensar. Tabula rasa? Reflito novamente.

Diante do feirante. Operário ou burguês? Explorado ou explorador? Explorador! Sete reais o quilo da tilápia (peixe de água doce). Compro umas postas de salmão. Importado. Comércio internacional. Mercantilismo. Iluminismo. Kant. Agnóstico. Imperativo categórico: Comprar o peixe... e a verdura. “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Salmão, salsinha, coentro, tomate (vermelho, fora da estação)... Tudo caro. Exploração novamente. Feirante? Povo alienado! Inconsciente coletivo, de Freud. “Operários do mundo inteiro, uni-vos!” Rosa Luxemburgo. Daí para a Escola de Frankfurt. Voltemos ao comércio. Livre. Dos iluministas. De Adam Smith. Feirante boa gente. Figura simpática. O meio que o corrompe. Rousseau. Feirante bom selvagem? Nada a ver! Nem na feira a vida parece fazer sentido. Ah, a existência! Sartre e o existencialismo... E o niilismo? De Nietzsche... Que deve ter tido razões pra acabar no sanatório. Freud explica!

Volto para casa. Ah, a Liberdade! O tempo passa. Tempo agostiniano. Sem dinheiro, essa coisa imanente. Menos números. Números pitagóricos. De volta ao monismo... Asso o peixe? Idéia (não inata): Moqueca! Água fervendo, para a moqueca. Causalidade? Todo cozido requer água e fogo. A moqueca de peixe é um cozido. Logo, sem água e fogo eu não terei a minha moqueca. Lógica formal. Termo maior: água e fogo; termo menor: moqueca de peixe; termo médio: cozido. Silogismo, categórico! A água ferve... Lá “atrás” a causa eficiente, o primeiro motor, movente e não movido. Atualidade pura. Realismo dogmático. Certezas: (a) o fogo queima; (b) a água ferve; (c) a moqueca. Pirro e Hume, seus céticos!

Peixe bonito. Evoluído. Seleção natural. Darwin. Dialética hegeliana... Stop! “Filosofia não enche a barriga de ninguém”! Vamos comer. Antes, porém, dar graças, seu ingrato. Gratidão, virtude cristã. Então oro. Deus... Existe? Claro. Qual? Sou agostiniano. Paulo de Tarso. Jesus Cristo. Kant sai da área... E o ateísmo de Feuerbach e Marx – que disse “religião é ópio do povo”. Volto para Agostinho... Paulo de Tarso... Transcendência. Lembro: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Jesus Cristo, o Logos! Vida, Caminho e Verdade. “Que é a verdade?” – perguntou Pilatos? Conhece? Epistemologia. Que é conhecimento? Bíblia, Palavra de Deus, palavra belíssima! Ah, a Beleza! Do Banquete, platônico? Beleza da Estética, filosófica. O que é o belo? No sujeito ou no objeto? “Nem só de pão viverá o homem”, resposta do Mestre ao tentador. Maligno. Mal. O que é o Mal? Agostinho de novo... Inclusive Einstein. Maligno no Inferno. E aparece Dante (e Beatriz). Muito bem: o homem viverá da Palavra. Quem? O homem. Que é o Homem? De onde vim? Por que estou aqui? Para onde vou? Eternidade? Imortalidade? Conceito útil? Imperativo hipotético? De Kant? Stuart Mill? Pare! Jesus Cristo: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra...”. Ah, a Palavra! Nominalismo? De Guilherme de Ockham? O pensamento voa. Wittgenstein. Habermas. Virada lingüística! Século XX. Meu passado. Tempo agostiniano: Século XXI.

Tempo de comer. O salmão com molho. Molho verde (de verdura). Depois da oração, o salmão. Este, chileno, alaranjado, quase vermelho... Chileno como Neruda e Allende... Socialistas. (Pinochet) entre parênteses... Vermelho da esquerda (não o verde, dos ecologistas)... Esquerda (do parlamento, na Revolução Francesa, Iluminismo)... Guevara, PT... Este não mais! Mundo confuso. Meio surreal. Existencial. Kierkegaard.

"Morrendo de fome", concluo, como Voltaire, que "existe uma grande diferença entre o pensamento e o alimento sem o qual não conseguiria pensar". "Jamais consegui entender como e por que as idéias desvanecem-se quando a fome faz languidescer meu corpo e como elas reaparecem quando estou alimentado". Um aforismo de Descartes é: "Se não se come, não se pensa". Pronto! Síntese dialética: comamos! “Filosofia não enche a barriga de ninguém”. Racionalismo digestivo. Não cogito de não comer. Então como, logo, existo! Não posso existir e não existir ao mesmo tempo e no mesmo sentido ou relação. Lei da não-contradição. Insisto: existo? Ou não seria tudo uma ilusão, aparência, sofística? Como como, com uma dúvida dessas?

(Texto utilizado para introduzir debate em classe

de adolescentes e jovens, alunos de Filosofia.

Ao final, foi introduzida a discussão

sobre os conceitos de Revelação, Fé e Razão)


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